A presença de Neymar no clássico contra o Palmeiras, na próxima quinta-feira, é incerta, gerando apreensão no Santos. Após retornar aos gramados depois de uma lesão na coxa, o atacante pode ser poupado devido às preocupações com o gramado sintético do Allianz Parque, que já foi alvo de críticas por parte do jogador. A comissão técnica e o estafe do atleta avaliam os riscos e benefícios de sua participação, considerando a importância da partida e a fragilidade física do craque.
O técnico Juan Pablo Vojvoda demonstrou cautela em relação à escalação de Neymar, enfatizando a necessidade de ouvi-lo e ponderar sobre os desafios do gramado sintético. “Neymar passou por muitas batalhas. O melhor que pode fazer o técnico é escutá-lo. Sabemos a realidade do gramado sintético. Quero terminar esse ano com Neymar dentro do campo”, declarou Vojvoda, após o empate com o Fortaleza, onde Neymar retornou aos campos.
Desde seu retorno ao Brasil, Neymar disputou apenas uma partida em gramado sintético, justamente aquela em que sofreu a última lesão, contra o Atlético-MG. O histórico de críticas do jogador ao piso artificial e o receio de agravar sua condição física pesam na decisão. Em agosto, Neymar chegou a afirmar: “Jogar no Allianz, para mim, é impossível. Jogar em society é algo que incomoda qualquer jogador, independentemente das lesões”.
A preocupação com a integridade física de Neymar é justificada pelos riscos que o gramado sintético pode representar, especialmente para atletas em recuperação. Rodrigo Santos, coordenador do Centro de Gramados Esportivos e Inovação da Itograss, ressalta que “para atletas de elite e, principalmente, para quem retorna de lesão, o gramado natural é a opção mais segura, pois reduz o torque de giro, o impacto, a abrasão e o calor: quatro gatilhos clássicos para novas lesões”.
Por outro lado, o Santos precisa desesperadamente de seus principais jogadores para escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. A equipe ocupa a 16ª posição, com apenas dois pontos de vantagem sobre a zona de perigo. A ausência de Neymar, que tem contrato até dezembro, seria um duro golpe para as ambições do clube, mesmo com a tendência de extensão contratual até 2026, segundo o presidente Marcelo Teixeira.
Fonte: http://www.oliberal.com










