Fenômeno atmosférico causa danos localizados em Campina Grande do Sul e no Sudoeste do estado

Downburst no Paraná provoca rajadas devastadoras e queda de estruturas em Campina Grande do Sul e Sudoeste.
Confira os impactos do downburst no Paraná em fevereiro de 2026
O downburst no Paraná manifestou-se com intensidade na tarde de terça-feira, 17 de fevereiro, com foco em Campina Grande do Sul e, subsequentemente, atingindo a região Sudoeste do estado no dia 18. Marco Jusevicius, coordenador de operações do Simepar, esteve à frente da investigação e análise do fenômeno, que envolveu um intenso volume de chuva e rajadas de vento destrutivas. A tempestade localizada causou estragos significativos em estruturas comerciais e residenciais.
Detalhes da tempestade em Campina Grande do Sul: volume e danos
Entre as 17h e 21h do dia 17, a estação hidrológica do Simepar na represa do Capivari registrou 59,6 mm de chuva, sendo 46 mm concentrados em apenas 30 minutos. A forte rajada de vento provocou o colapso do telhado de um conjunto comercial às margens da BR-116, derrubando veículos estacionados. Felizmente, não houve feridos. Este evento foi caracterizado como um microburst, uma microexplosão de vento intenso associada à precipitação rápida e volumosa.
Metodologia de análise da tempestade pelo Simepar
A equipe do Simepar recorreu a imagens de satélite, radares meteorológicos e sensores de raios para mapear a tempestade. O uso de um drone de última geração, equipado com sensor mapeador e adquirido com investimentos da Secretaria de Estado da Inovação e Inteligência Artificial, permitiu levantar dados precisos sobre a área atingida, totalizando 180 hectares em mapeamento contínuo. Além do levantamento tecnológico, depoimentos de testemunhas locais e análise dos danos foram fundamentais para desvendar a dinâmica do downburst.
Diferenças entre downburst e tornado: implicações na meteorologia
A investigação confirmou ausência de ventos rotacionais, descartando a formação de tornado. O downburst apresenta ventos divergentes que se espalham lateralmente em superfície, causando danos concentrados em áreas pequenas, ao contrário do tornado que gera ventos convergentes e áreas de impacto maiores. O fenômeno foi nomeado e estudado pelo meteorologista Theodore Fujita, responsável pela escala de classificação de tornados.
Eventos simultâneos no Sudoeste do Paraná e seus efeitos
Na quarta-feira, 18 de fevereiro, outras tempestades severas foram reportadas em municípios como Maripá, Manoel Ribas, Realeza, Jardim Alegre e Quedas do Iguaçu. As rajadas de vento entre 60 km/h e 70 km/h registradas causaram destelhamentos, queda de árvores e danos em estruturas agrícolas e residenciais. Análises de radares e imagens, assim como relatos locais, indicam a presença de downburst nestas ocorrências, reforçando o padrão de eventos severos registrados desde o início da primavera.
Perspectivas para monitoramento e prevenção de desastres climáticos no Paraná
A experiência recente com downburst no Paraná evidencia a importância da tecnologia e do monitoramento meteorológico avançado para identificar e mitigar os efeitos de fenômenos climáticos extremos. O investimento em drones e sistemas de geointeligência pelo Simepar fortalece as ações preventivas e de resposta rápida frente a tempestades severas. A compreensão detalhada dos eventos como microexplosões ajuda a orientar políticas públicas e estratégias de segurança para proteger a população e infraestrutura no futuro.
Fonte: www.parana.pr.gov.br










