Moeda americana atinge menor cotação em um mês enquanto Ibovespa sobe com fluxo estrangeiro positivo

Dólar cai a R$ 5,08, menor valor desde agosto, diante de tensões no Oriente Médio e alta do petróleo. Ibovespa atinge maior patamar desde maio, impulsionado por fluxo estrangeiro positivo e valorização das ações da Petrobras.
Mercado reage à crise no Oriente Médio e dólar despenca
O dólar fechou o pregão desta terça-feira em forte queda, cotado a R$ 5,089, recuando 0,79% e atingindo o menor valor em um mês — a última vez que a moeda americana esteve tão desvalorizada foi em 7 de agosto, quando fechou a R$ 5,084. A oscilação no dia variou entre R$ 5,1289 e R$ 5,0713, refletindo a volatilidade provocada pela crise no Oriente Médio e o impacto da alta do petróleo no mercado.
Ibovespa em alta enquanto capital estrangeiro segue entrando
A bolsa de valores brasileira, Ibovespa, acompanhou o movimento e fechou em alta de 1,20%, com 187.366,84 pontos, seu maior patamar desde o início de maio. Durante o pregão, o índice chegou a atingir 189.487,70 pontos. O volume financeiro na B3 fechou em R$ 29,76 bilhões, com destaque para as ações da Petrobras, que subiram entre 2,08% e 2,36% após valorização do petróleo no exterior.
Fluxo positivo reforça confiança apesar das tensões
O fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira permanece firme. Nos três primeiros pregões de setembro, o ingresso líquido atingiu R$ 3,9 bilhões, indicando que investidores internacionais continuam apostando no mercado brasileiro mesmo diante da incerteza global.
Crise no Oriente Médio eleva preço do petróleo
Os contratos futuros do petróleo Brent e WTI avançaram 0,9% e 1,7%, respectivamente, alcançando seus maiores valores em meses. A escalada das tensões no Oriente Médio, incluindo ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita, acendeu o alerta sobre o abastecimento global, já fragilizado. O Estreito de Ormuz, canal vital para 20% da produção mundial, está no epicentro dessas preocupações.
Impactos e riscos à frente
Embora a alta do petróleo tenha impulsionado as ações da Petrobras, também levanta receios quanto ao aumento da inflação global, possível elevação das taxas de juros e desaceleração do crescimento econômico internacional. O mercado brasileiro, assim, navega entre oportunidades e ameaças em um cenário global cheio de incertezas.










