Doca, o traficante que coordena o crime pelo WhatsApp


De lenda do tráfico a líder do Comando Vermelho, sua história é marcada por violência e assistencialismo

Doca, o traficante que coordena o crime pelo WhatsApp
Entenda as facções criminosas no Brasil. Foto: Agencia Globo

Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, é apontado como o criminoso mais procurado do estado, responsável por cerca de cem homicídios.

Em 2023, no Rio de Janeiro, Edgar Alves de Andrade, mais conhecido como Doca, é considerado o criminoso mais procurado do estado. Ele é o líder do Comando Vermelho (CV) e é atribuído a ele cerca de cem homicídios, além de uma trajetória marcada por violência extrema e um perfil assistencialista nas comunidades sob seu controle.

A trajetória de Doca

Natural do agreste paraibano, Doca começou sua vida criminal aos 32 anos, após trabalhar como auxiliar de cozinha. Sua ascensão no tráfico começou em 2006, quando coordenou ataques violentos na cidade do Rio, resultando em numerosas mortes. Desde então, ele tem liderado operações do tráfico de dentro da prisão, após ter sido preso em 2007. Seu controle sobre o CV é feito por meio de uma combinação de assistencialismo e violência, sendo visto como um “pai” por seus seguranças.

O papel do assistencialismo

Doca investe em eventos comunitários, distribuição de alimentos, brinquedos e medicamentos, buscando se estabelecer como uma figura protetora nas comunidades da Penha e do Alemão. Embora sua imagem seja a de um traficante, ele também é visto como um mal necessário por alguns residentes, que acreditam que ele supre lacunas deixadas pelo Estado.

Atuação no WhatsApp

Ele se comunica com seus comparsas através de grupos de WhatsApp, onde controla as atividades do tráfico e mantém a ordem. Sua presença é marcada por um forte simbolismo, e muitos de seus seguidores imitam seu estilo de vida e aparência. Doca é um exemplo do complexo fenômeno do tráfico no Brasil, onde a violência se entrelaça com práticas assistencialistas, criando um cenário difícil para as autoridades que tentam combatê-lo.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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