O chamado de Roraima ecoou forte no Rio de Janeiro de 1981, impulsionado pelas páginas de um jornal. A visão de emas e cavalos selvagens correndo livremente pelo lavrado do Bonfim acendeu a chama da aventura em um leitor, marcando o início de uma jornada transformadora. A promessa, no entanto, revelou-se diferente da realidade, mas o destino já estava traçado: Boa Vista seria o ponto de partida de uma nova vida.
Menos de um ano depois, a Confiança I, no Cantá, se tornou lar. A acolhida calorosa dos gaúchos que chegavam à região foi fundamental, especialmente a amizade com Lauro Welter, que ofereceu um tapiri como lar. A experiência inicial na agricultura, marcada pela confusão entre pepinos e melões, não diminuiu o entusiasmo e a determinação de construir um futuro naquelas terras.
Com dedicação, respeito e otimismo, a família trilhou um caminho de sucesso em Boa Vista. A trajetória, retratada no livro “O Caçador de Marimbondos”, é uma ode à resiliência e à coragem de enfrentar desafios. “Não éramos agricultores, mas fizemos um trabalho digno de respeito. E por isso somos respeitados, na medida em que respeitamos”, destaca o autor, refletindo sobre a importância do trabalho árduo e do respeito mútuo.
Atualmente, a maior parte da família reside em Boa Vista, desfrutando da felicidade construída ao longo dos anos. Apenas uma filha e suas duas filhas vivem no Rio de Janeiro, mantendo os laços com a cidade natal. O autor promete, em breve, compartilhar a divertida história da confusão entre pepinos e melões, um episódio marcante de suas primeiras experiências na agricultura.
Olhando para o futuro, o autor vislumbra uma possível reedição de “O Caçador de Marimbondos”, com novas histórias e reflexões sobre a vida em Roraima. A paixão pela terra se manifesta em cada palavra, culminando em uma declaração de amor: “Boa Vista dos Meus Amores”. Um convite à reflexão sobre o verdadeiro significado de amar e valorizar a capital roraimense.
Fonte: http://www.folhabv.com.br










