A colheita da segunda safra de milho em Mato Grosso do Sul revelou um cenário de grande disparidade na produtividade entre os municípios do estado. Os resultados, divulgados pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja) nesta quarta-feira, expõem variações significativas que impactam diretamente o setor agrícola. A média estadual alcançou 112,7 sacas por hectare, mas os extremos mostram uma realidade bem diferente.
Chapadão do Sul liderou a produção com expressivas 173,3 sacas por hectare, demonstrando o potencial da região. Outros municípios também se destacaram, como Alcinópolis (160 sacas), Sonora (152,5 sacas) e São Gabriel do Oeste (147,1 sacas). Essa concentração de alta produtividade em algumas áreas contrasta com os números mais modestos observados em outras localidades.
No outro extremo, Aquidauana registrou o pior desempenho, com apenas 19,1 sacas por hectare. Nova Andradina também apresentou um resultado abaixo da média, com 31 sacas por hectare. Essa disparidade, segundo a Aprosoja, reflete as diferentes condições de solo, o nível de investimento em tecnologia e, principalmente, os impactos das variações climáticas ao longo do ciclo da cultura.
As condições climáticas têm sido um fator determinante para o sucesso ou o fracasso das colheitas. “As variações climáticas seguem como fator decisivo para o fim da safra”, destaca o boletim da Aprosoja. Em agosto, 43 das 55 estações de monitoramento registraram chuvas abaixo da média, enquanto o trimestre de setembro a novembro projeta irregularidade nas precipitações e temperaturas acima do normal.
Apesar do fenômeno El Niño apresentar-se em estado neutro com 57% de probabilidade, a previsão de temperaturas elevadas, com máximas de até 38°C em áreas como o Pantanal e o Bolsão, exige atenção redobrada dos produtores. Acompanhar as previsões meteorológicas e adotar estratégias de manejo adequadas são medidas cruciais para mitigar os riscos e otimizar a produção.










