Dino autoriza inquérito contra Bolsonaro e aliados com base na CPI da Covid


Investigação destaca indícios de crimes relacionados à pandemia

Dino autoriza inquérito contra Bolsonaro e aliados com base na CPI da Covid
Foto: O ministro do STF Flávio Dino no plenário da 1ª Turma

Ministro Flávio Dino autorizou inquérito contra ex-presidente e aliados, com base em indícios de crimes relacionados à pandemia.

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta 5ª feira (18.set.2025) a abertura de um inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e outros 22 investigados. A medida atende a pedido da PF (Polícia Federal) e tem como base o relatório final da CPI da Covid.

Indícios de crimes e investigação

Segundo a decisão, há indícios de crimes como fraude em licitações, superfaturamento, contratos com empresas de fachada, desvio de recursos públicos e incitação à população a adotar condutas prejudiciais ao enfrentamento da pandemia. Dino destacou que a investigação parlamentar apontou indícios de crimes contra a Administração Pública, notadamente em contratos, fraudes em licitações, superfaturamentos e desvio de recursos públicos.

Detalhes do inquérito

A investigação tramitará sob sigilo de nível 3, conforme o Código de Processo Penal. A PGR (Procuradoria Geral da República) foi notificada. Entre os investigados estão nomes como Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Ricardo Barros, e outros políticos e empresários. A CPI da Covid, concluída em 2021, responsabilizou Jair Bolsonaro e aliados por condutas que dificultaram o combate à pandemia, sugerindo o indiciamento por vários crimes.

Consequências e próximos passos

A PF pediu para converter as investigações da CPI em inquérito policial e agora terá 60 dias para avançar nas investigações, com possibilidade de prorrogação. O ex-presidente Jair Bolsonaro já foi condenado em outros processos por crimes relacionados a tentativas de golpe de Estado, mostrando um cenário de crescente pressão legal sobre ele e seus aliados. A decisão de Dino é um passo significativo na responsabilização de figuras públicas em relação à gestão da pandemia.


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