Entenda como essa complicação afeta a saúde de recém-nascidos e as medidas para prevenção

Nova lei estabelece 25 de setembro como Dia Nacional de Prevenção da Asfixia Perinatal, uma condição que pode gerar graves sequelas em bebês.
Nova lei estabelece 25 de setembro como Dia Nacional de Prevenção da Asfixia Perinatal
Recentemente, uma nova lei foi sancionada, criando o Dia Nacional de Prevenção da Asfixia Perinatal, que será celebrado anualmente no dia 25 de setembro. Essa iniciativa é um passo significativo para aumentar a conscientização sobre a asfixia perinatal, uma condição que afeta milhares de recém-nascidos a cada ano.
A asfixia perinatal ocorre quando o bebê não recebe oxigênio suficiente antes, durante ou logo após o parto, resultando em sérias consequências para a saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa condição é a terceira causa de morte neonatal no mundo. No Brasil, estima-se que anualmente de 20 a 30 mil bebês sejam afetados, enfrentando riscos de sequelas permanentes, como a paralisia cerebral e a cegueira.
Causas e consequências da asfixia perinatal
As causas da asfixia perinatal podem variar, mas frequentemente estão relacionadas a problemas na placenta, no cordão umbilical ou complicações durante o parto. Fatores como sangramento materno e prolapso do cordão umbilical são algumas das situações que podem interromper o fluxo sanguíneo e, consequentemente, a oxigenação do bebê.
O neonatologista Gabriel Variane explica que muitos fatores de risco podem ser mitigados através de um pré-natal adequado. Mães que mantêm uma gestação saudável, sem doenças e que controlam condições como hipertensão e diabetes, têm menor risco de enfrentar complicações relacionadas à asfixia perinatal. Além disso, é crucial que o atendimento durante o parto e o pós-parto seja eficaz, com diagnósticos rápidos e intervenções imediatas.
Importância da nova legislação
A lei que cria o Dia Nacional de Prevenção da Asfixia Perinatal não apenas marca uma data no calendário, mas também busca implementar ações efetivas para reduzir a incidência de asfixia em recém-nascidos. Especialistas afirmam que a conscientização em massa sobre essa condição pode levar a uma maior busca por locais de parto que estejam adequadamente preparados para lidar com emergências.
Letícia Sampaio, neurologista infantil, destaca que a nova lei pode impulsionar a implementação de políticas públicas que garantam que todas as UTIs neonatais tenham a capacidade de realizar tratamentos como a hipotermia terapêutica, que é fundamental para reduzir o risco de sequelas em bebês que sofreram asfixia.
O papel dos profissionais de saúde
Os profissionais de saúde têm um papel vital na prevenção da asfixia perinatal. O rápido diagnóstico e a intervenção nas primeiras horas de vida são cruciais para melhorar as chances de recuperação do recém-nascido. O monitoramento cerebral, por exemplo, permite identificar e tratar crises epilépticas que podem ocorrer logo após o nascimento.
O estudo recente publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas, liderado por Variane, demonstra como a implementação de estratégias digitais de monitoramento em UTIs neonatais pode trazer benefícios significativos, aumentando a efetividade do tratamento e reduzindo a mortalidade infantil.
Conclusão
Para os pais e familiares de bebês afetados pela asfixia perinatal, a nova legislação representa um marco importante na luta pela conscientização e prevenção dessa condição. A história de Joaquim, um menino que superou as dificuldades iniciais devido a intervenções adequadas, é um exemplo do impacto que essas políticas podem ter na vida das crianças e suas famílias. Com a nova lei, espera-se que mais vidas possam ser salvas e que as sequelas da asfixia perinatal sejam significativamente reduzidas.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Adriano Vizoni/Folhapress










