O mercado de trabalho brasileiro celebra um novo marco histórico. No segundo trimestre de 2025, a taxa de desemprego despencou para 5,8%, o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, em 2012. Os dados, divulgados nesta quinta-feira, revelam uma trajetória de recuperação consistente e superam a marca anterior de 6,1%, registrada em novembro de 2024.
O levantamento do IBGE aponta para um contingente de 102,3 milhões de trabalhadores ocupados no país, enquanto 6,3 milhões ainda buscam uma oportunidade. A redução no número de desocupados foi expressiva, com uma queda de 17,4% em relação ao trimestre anterior, representando 1,3 milhão de pessoas a menos na fila do desemprego.
A formalização do emprego também atingiu um patamar inédito. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado alcançou o recorde de 39 milhões, um aumento de 0,9% em relação ao trimestre anterior. Embora o número de trabalhadores sem carteira também tenha crescido (2,6%), a taxa de informalidade recuou para 37,8%, o menor índice desde o segundo trimestre de 2020.
Além do aumento na ocupação, o rendimento médio dos trabalhadores brasileiros apresentou uma melhora significativa. O salário médio atingiu R$ 3.477, o maior valor da série histórica, com um crescimento de 1,1% em relação ao primeiro trimestre e 3,3% na comparação anual. A massa de rendimentos também bateu recorde, alcançando R$ 351,2 bilhões – uma alta de 5,9% em relação ao mesmo período de 2024.
De acordo com o IBGE, a nova edição da Pnad Contínua já incorpora os dados do Censo 2022 para ponderação amostral, aumentando a precisão da pesquisa. A metodologia abrange todas as formas de ocupação e considera como desocupadas apenas as pessoas que estão ativamente procurando emprego. O número de desalentados, que haviam desistido de procurar trabalho, também apresentou queda, atingindo o menor patamar desde 2016, com 2,8 milhões de pessoas.
Fonte: http://soudepalmas.com.br





