Rótulos em alta altitude com influência ibérica

Tarija, na Bolívia, é uma região produtora de vinhos em alta altitude e pouco conhecida no Brasil.
Na região de Tarija, na Bolívia, os vinhedos a 2.500 metros de altitude produzem vinhos notáveis, atraindo, anualmente, cerca de 300 mil turistas, sendo 20% deles estrangeiros. A tradição vinícola na região remonta a mais de 400 anos, quando vinhas ibéricas foram adaptadas ao clima andino.
O que torna Tarija especial?
Tarija combina um clima favorável, com intensa luz solar e baixa pluviosidade, criando condições ideais para a vinicultura. Os visitantes podem explorar vinícolas, realizando passeios que incluem degustações de rótulos variados, como cabernet e malbec. A produtora Lisbeth Gutiérrez ressalta a importância de mudar a percepção do vinho boliviano como uma opção de qualidade.
A experiência nas vinícolas
Os visitantes têm a oportunidade de degustar o singani, um destilado de uva moscatel, em coquetéis ou puro. As vinícolas, como Casa Vieja, oferecem a chance de conhecer a produção e levar para casa rótulos a preços mais acessíveis do que nas lojas. A Bolívia, apesar de produzir 16 milhões de litros de vinho por ano, ainda enfrenta desafios para se firmar no mercado internacional.
O mercado boliviano
Atualmente, o Brasil é um dos cinco maiores fornecedores de vinho para a Bolívia, mas não é um dos principais destinos para a exportação dos vinhos bolivianos, que têm como maiores compradores países como França e Estados Unidos. O mercado está em crescimento, com a qualidade das uvas sendo cada vez mais reconhecida.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br










