Discussão sobre a população mais velha no Brasil

O aumento da população com mais de 60 anos no Brasil exige inovação e investimento em saúde.
O Brasil enfrenta um crescimento significativo da população com 60 anos ou mais, que duplicou nas últimas duas décadas, totalizando 33 milhões de pessoas. Neste contexto, o seminário Inovação no Brasil, realizado na Folha nesta quinta-feira (25), discutiu como garantir qualidade de vida para essa população sem comprometer os orçamentos públicos. Especialistas, incluindo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, enfatizaram a importância de fortalecer o ecossistema de pesquisa e inovação em saúde.
Necessidade de inovação
A secretária destacou que o envelhecimento populacional está associado ao aumento de terapias sofisticadas e caras, como os medicamentos biológicos, que já representam mais de 30% dos remédios adquiridos pelo SUS. “Estamos falando de medicamentos que custam milhões”, disse De Negri, ressaltando a pressão sobre os orçamentos. O seminário também abordou iniciativas como a nova lei de pesquisa com seres humanos e o estímulo ao estudo de moléculas da biodiversidade brasileira.
Investimento e parcerias
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, mencionou que o investimento do banco no setor de saúde alcançou R$ 4,9 bilhões em 2024, um recorde histórico. Ele apontou a importância de parcerias internacionais e do desenvolvimento de vacinas de RNA mensageiro como prioridades. O geneticista molecular Paulo Amaral reforçou que, apesar do avanço nas descobertas científicas, o tempo para que novos medicamentos cheguem ao mercado ainda é longo, destacando a necessidade de capital paciente.
Desafios e avanços
O gerente de inovação do Sebrae Nacional, Paulo Renato, observou que a falta de integração entre os sistemas de fomento pode inviabilizar pesquisas. Contudo, o setor de saúde é destacado como um dos que mais recebe apoio para startups, criando um grande número de pequenas empresas inovadoras. Marco Bego, do InovaHC, frisou que inovar em saúde envolve não apenas novos medicamentos, mas também a transformação de serviços e a digitalização de processos.
Apesar dos desafios, o seminário evidenciou que a discussão sobre inovação em saúde avançou, passando de uma necessidade de explicação para uma busca por melhores práticas.










