Arrecadação paulista enfrenta queda e pressões

A arrecadação de São Paulo enfrenta desafios significativos com quedas mensais e escândalos, gerando alerta entre aliados do governador Tarcísio de Freitas.
A arrecadação em São Paulo enfrenta desafios significativos, com uma queda nos últimos quatro meses e escândalos que geram alerta entre aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A pressão está crescendo, especialmente em um ano pré-eleitoral, onde a transparência das contas públicas é crucial.
Queda na arrecadação e escândalos fiscais
Deputados da base governista expressam preocupação pela falta de informações sobre as contas públicas, relacionados a uma queda na arrecadação e à demora na liberação de recursos para convênios e emendas parlamentares. Embora o governo afirme que a arrecadação acumulou uma alta real de 0,6% de janeiro a agosto de 2025, os dados mostram que, nos meses de maio, junho, julho e agosto, a receita foi inferior à do mesmo período do ano anterior. Em agosto, a redução foi de 4,5%, com a arrecadação totalizando R$ 21,5 bilhões.
Investigações sobre corrupção
A situação se agrava com a investigação do MP-SP sobre corrupção envolvendo a concessão de créditos de ICMS, onde fiscais cobravam propina para liberar benefícios tributários a empresas. Recentemente, a Justiça homologou acordos de não persecução penal com dirigentes da Fast Shop, uma das empresas investigadas, que admitiu ter recebido R$ 1,5 bilhão no esquema entre 2021 e 2025. A complexidade do sistema de créditos tributários levanta dúvidas sobre a origem desse valor e o impacto nas contas do estado.
Medidas de controle e transparência
Em resposta às críticas, o governo de Tarcísio reforçou a fiscalização e implementou um plano de auditoria que irá até fevereiro de 2026, focando na revisão das isenções fiscais. Apesar das ressalvas do Tribunal de Contas do Estado sobre as contas de 2024, o governo alega que está promovendo avanços em governança e transparência, reafirmando que as medidas estão em conformidade com a legislação estadual e já validadas pelo TJ-SP e STF.










