Espaços tradicionais buscam revitalização em meio à crise

Galerias Ouro Fino e Ouro Velho, na rua Augusta, enfrentam desafios para recuperar a popularidade entre os jovens.
Na rua Augusta, em São Paulo, as galerias Ouro Fino e Ouro Velho enfrentam um desafio significativo para recuperar a pujança de outrora; construídas nos anos 60, estas galerias eram centros de compras e encontro da juventude. Atualmente, o movimento é baixo, e há uma tendência de queda nas vendas, agravada nos últimos dois anos, segundo Márcio Almeida, síndico da Ouro Fino.
O cenário atual das galerias
A Ouro Fino, com 101 lojas, vê cerca de 12 estabelecimentos fechados, refletindo a crise do comércio de rua. No passado, os pontos de venda tinham dois ou três funcionários, mas agora muitos estabelecimentos operam com apenas uma pessoa. Apesar disso, as galerias mantêm-se limpas e seguras, com potencial para revitalização.
Concorrência e adaptação
O comércio enfrenta forte concorrência de shoppings e do e-commerce, o que resultou em uma mudança no perfil das lojas, com um aumento de serviços como cabeleireiros e estúdios de tatuagem. A Ouro Velho, menor e mais alternativa, também apresenta cerca de 20% das lojas sem ocupação e busca atrair visitantes através de eventos como feiras e exposições.
Futuro das galerias
Embora não sejam tombadas, as galerias possuem um valor afetivo e cultural significativo. Os proprietários resistem à venda, mantendo laços com os negócios de família. A promoção de eventos e melhorias na infraestrutura são algumas das estratégias discutidas para revitalizar esses espaços e atrair o público jovem novamente.










