Renato Freitas (PT) se afasta por sete dias após confronto que resultou em fratura nasal

Deputado Renato Freitas se afasta por sete dias após fratura nasal em briga em Curitiba, gerando debates sobre sua cassação.
Deputado paranaense se afasta após briga em Curitiba
O deputado paranaense Renato Freitas (PT) se afastou das atividades na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) por um período de sete dias, após se envolver em uma briga na área central de Curitiba no dia 19 de setembro. O parlamentar alega ter sofrido uma fratura no nariz durante o confronto com o jovem Weslley de Souza, que ocorreu após uma desavença em que Freitas e sua companheira, grávida de nove semanas, quase foram atropelados. A situação resultou em um atestado médico que foi apresentado à Alep.
Repercussão entre os colegas
O afastamento do deputado gerou uma forte reação entre seus colegas parlamentares, com diversas representações protocoladas pedindo sua punição. Na segunda e terça-feira, os deputados discutiram a gravidade do ocorrido, onde muitos enfatizaram que a situação configura uma quebra de decoro parlamentar. Denian Couto (Podemos) e outros parlamentares, como Tito Barichello (União) e Ricardo Arruda (PL), expressaram a necessidade de punição severa, defendendo que o ato não pode ser ignorado. Barichello, em particular, mencionou que o uso indevido de alegações de racismo pelo deputado também precisa ser investigado.
Defesa do deputado
Por outro lado, deputados do PT saíram em defesa de Freitas, alegando que ele tem sido alvo de agressões constantes por parte de outros parlamentares. O deputado Arilson Chiorato (PT), líder da oposição, ressaltou o histórico de perseguições que Freitas tem enfrentado e pediu uma análise responsável das denúncias sem politicagem. Esse apoio contrasta com a pressão por cassação que vem de outros setores da Casa.
Processo no Conselho de Ética
O caso foi encaminhado ao Conselho de Ética da Alep, onde o deputado Marcio Pacheco (PP) foi designado como relator. A escolha gerou certa controvérsia, visto que Pacheco já teve um desentendimento anterior com Freitas. Apesar disso, Jacovós (PL), presidente do colegiado, defendeu a escolha, afirmando que o relator possui isenção para conduzir o processo. O relator poderá recomendar a cassação ou uma punição menos severa. A conclusão desse processo está prevista para março de 2026.
Investigação policial
Paralelamente, a Polícia Civil do Paraná está investigando o caso, considerando pelo menos três possíveis crimes: ameaça, injúria e lesão corporal. A situação continua a evoluir, com o futuro do deputado em jogo enquanto a Assembleia discute as implicações do incidente. Até o momento, Freitas permanece afastado devido ao atestado médico e não participou das sessões subsequentes.
O incidente envolvendo o deputado Renato Freitas levanta questões sobre a conduta dos parlamentares e o impacto que atos de violência podem ter sobre a política local. A pressão por accountability e a necessidade de um ambiente legislativo respeitoso são mais relevantes do que nunca.
Fonte: tnonline.uol.com.br
Fonte: Agência










