Deputado Autista Justifica Ação em Protesto na Câmara: ‘Não Entendi o que Acontecia’

O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), alvo de denúncia na Corregedoria da Câmara, recorreu às redes sociais para explicar sua participação na obstrução que paralisou o Congresso. Pollon justificou sua permanência na mesa diretora, durante a tentativa de retomada da sessão pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), alegando não ter compreendido a situação devido ao seu autismo.

A ação de Pollon e outros 13 deputados resultou em uma denúncia formal encaminhada por Motta à Corregedoria da Câmara. Os parlamentares enfrentam acusações de obstrução, com risco de suspensão do mandato por até seis meses caso a representação seja aprovada. O caso reacende o debate sobre os limites da obstrução parlamentar e a responsabilização dos envolvidos.

Em sua defesa, Pollon nega ter sido incentivado pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) a permanecer no local. “Estão dizendo que ele se sentou na cadeira do Hugo Motta e que ele me incentivou a ficar lá. Isso é mentira. Olhem as imagens. Eu sou autista e não estava entendendo o que estava acontecendo naquele momento”, afirmou Pollon, buscando eximir Van Hattem de qualquer responsabilidade.

O parlamentar alega que sua presença na cadeira de Motta visava buscar orientação de Van Hattem, após divergências sobre o “rito de desocupação” previamente acordado. Segundo Pollon, o plano original era que os deputados deixassem a mesa antes do retorno do presidente, o que não teria ocorrido, gerando sua confusão.

A Corregedoria da Câmara, sob a responsabilidade do deputado Diego Coronel (PSD-BA), tem até a próxima quarta-feira (13) para concluir o parecer sobre o caso. O relatório deverá indicar as possíveis sanções aos deputados envolvidos, cabendo ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar a análise final e eventual aplicação das penalidades.

Fonte: http://www.cnnbrasil.com.br