A deputada federal Camila Jara (PT-MS), inicialmente acusada de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a tensa retomada do controle do plenário da Câmara dos Deputados, não foi incluída na lista inicial de parlamentares que terão suas condutas analisadas pela Corregedoria da Casa. Essa decisão, no entanto, não é definitiva, e sua inclusão futura permanece uma possibilidade.
A decisão final sobre a inclusão de Camila Jara, bem como de outros deputados, dependerá da análise minuciosa de fotos e vídeos do ocorrido pelo corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA). A expectativa é que a análise seja concluída até a próxima quarta-feira (13), momento em que novas denúncias poderão ser formalizadas.
O corregedor tem a responsabilidade de examinar as imagens da retomada do controle do plenário da Câmara. Caso a análise indique irregularidades, os parlamentares acusados poderão enfrentar um processo no Conselho de Ética da Câmara. Diferentemente de casos recentes, como os dos deputados Gilvan da Federal e André Janones, cujas suspensões foram encaminhadas diretamente ao Conselho de Ética, este caso segue um trâmite diferente.
A acusação contra Camila Jara se baseia em um suposto empurrão em Nikolas Ferreira durante a disputa pelo controle do plenário. A assessoria da deputada nega veementemente qualquer agressão, descrevendo o incidente como um “empurra-empurra” no qual a parlamentar apenas afastou Nikolas, que, segundo a assessoria, “pode ter se desequilibrado”.
Embora o PL tenha divulgado a informação de que havia aberto uma representação contra Jara, a Secretaria-Geral da Mesa Diretora esclareceu que todas as denúncias foram encaminhadas para a análise da Corregedoria. A edição extraordinária do Diário Oficial da Câmara não registrou nenhuma representação contra Camila Jara, mas sim contra 14 parlamentares da base aliada, incluindo 12 do PL, um do Novo e um do PP.
Até o momento, a deputada Camila Jara não se manifestou publicamente sobre o caso em suas redes sociais. Em contrapartida, a deputada Érika Hilton (PSOL-SP) manifestou seu apoio a Jara, afirmando: “E a deputada Camila Jara (PT), acusada, com evidências frágeis, de ter derrubado Nikolas Ferreira quando ele estava colocado logo atrás da cadeira de Hugo Motta, não foi alvo do pedido.”










