Mato Grosso do Sul demonstra sinais de estabilização nos casos de dengue, com 8.187 confirmações este ano. O boletim epidemiológico da SES, referente à 41ª semana, revela um aumento de apenas 15 casos em sete dias, indicando uma possível tendência de controle da doença. Contudo, autoridades sanitárias reforçam a necessidade de manter a vigilância e os cuidados preventivos.
“Estamos em redução de casos desde 2023, portanto, a tendência de redução não é só deste ano. Dengue é um problema cíclico, já tivemos essas variações ao longo dos anos”, explicou o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões. Apesar do progresso, o secretário alerta que a complacência pode reverter o cenário favorável, especialmente com a proximidade do período de chuvas.
O estado contabiliza 18 óbitos confirmados por dengue e sete ainda em investigação. As vítimas residiam em diversos municípios, incluindo Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. Entre os falecidos, 7 apresentavam comorbidades preexistentes, o que agrava a vulnerabilidade diante da doença.
Simões atribui a queda nos casos a múltiplos fatores, como períodos de seca, o início da vacinação e a utilização de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia em Campo Grande. Estas iniciativas combinadas têm contribuído para o controle da proliferação do mosquito transmissor.
Até o momento, 188.875 doses da vacina contra a dengue foram aplicadas em Mato Grosso do Sul. A campanha de imunização prioriza crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária com maior incidência de hospitalizações. O esquema vacinal completo requer duas doses, com intervalo de três meses, para garantir a proteção.










