Elizabeth Warren e Adam Schiff denunciam abuso de poder na venda antecipada de publicações do ex-presidente no Truth Social

Senadores democratas cobram da SEC investigação sobre venda cara de acesso antecipado aos posts de Donald Trump, acusando abuso de poder e riscos legais para investidores.
Democratas denunciam lucro obsceno de Trump com posts pagos
Os senadores democratas Elizabeth Warren e Adam Schiff lançaram um duro ataque contra a Trump Media, empresa controladora do Truth Social, ao solicitar formalmente à SEC (órgão regulador do mercado americano) que apure se a venda de acesso antecipado às publicações do ex-presidente Donald Trump no Truth Social configura ilegalidade. A manobra, segundo os congressistas, configura um escandaloso abuso de poder que beneficia Trump pessoalmente às custas de investidores comuns e da integridade dos mercados.
Venda de privilégios por até US$100 mil
A Trump Media oferece a corretoras e fundos financeiros um feed exclusivo chamado Truth API, que garante acesso antecipado e licenciado às publicações mais influentes do Truth Social, incluindo as de Trump, por valores que podem chegar a US$100 mil mensais. Esse privilégio permite negociações rápidas baseadas nas informações, o que, para os democratas, favorece instituições poderosas enquanto prejudica o investidor comum.
Mistura de interesses públicos e privados levanta ética
Além do potencial risco de violação da legislação do mercado, Warren e Schiff enfatizam a questão ética do ex-presidente utilizar uma rede social que detém parte significativa para influenciar mercados e obter lucros bilionários, incluindo seus negócios em criptomoedas. Eles ressaltam que as publicações de Trump são, na prática, informações governamentais que deveriam ser acessíveis a todos, não comercializadas em feed exclusivo.
Histórico de recomendações polêmicas no Truth Social
Os democratas recordam que Trump já usou o Truth Social para recomendar ações específicas, como Citigroup e Intel, o que reforça o receio de uso de informação privilegiada e mina a confiança no mercado justo e transparente. A carta enviada ao presidente da SEC, Paulo Atkins, busca ampliar a pressão regulatória e assegurar que o mercado seja protegido contra práticas que favorecem elites políticas e financeiras.
Reação da SEC e da Trump Media
O órgão regulador confirmou o recebimento do pedido, porém não deu maiores detalhes sobre a investigação. A Trump Media, procurada, não se manifestou até o momento. O caso, no entanto, acende debate sobre os limites entre negócios pessoais e cargos públicos, e o impacto dessas práticas sobre a credibilidade do sistema financeiro nos EUA.









