A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro manifestou “profunda perplexidade” com a decretação de sua prisão preventiva na manhã de hoje. Em nota, o advogado Celso Vilardi argumenta que a medida é surpreendente, considerando que Bolsonaro já se encontrava em regime de prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica e sob a vigilância das autoridades.
Vilardi expressou séria preocupação com o estado de saúde de Bolsonaro, afirmando que sua condição é delicada e a prisão pode representar um risco à sua vida. O advogado assegurou que a defesa irá interpor o recurso cabível contra a decisão, buscando reverter a prisão preventiva.
A prisão preventiva de Bolsonaro foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta à convocação de uma vigília em frente à residência do ex-presidente. Moraes justificou a decisão alegando que a reunião poderia gerar tumulto e até mesmo facilitar uma possível tentativa de fuga de Bolsonaro.
O ministro do STF também mencionou que o sistema de monitoramento eletrônico detectou uma violação na tornozeleira de Bolsonaro, levantando suspeitas sobre uma possível tentativa de rompimento do dispositivo. “A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, declarou Moraes.
Bolsonaro já cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, imposta devido ao descumprimento de medidas cautelares estabelecidas pelo STF. Ele está proibido de acessar embaixadas e consulados, manter contato com autoridades estrangeiras e utilizar redes sociais. Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.










