A aguardada final da Libertadores de 2025 entre Flamengo e Palmeiras intensifica uma rivalidade que domina o cenário futebolístico brasileiro e sul-americano. Enquanto o Palmeiras celebra a vitória na Libertadores de 2021 sobre o rival, o Flamengo recorda um triunfo anterior, em uma época distinta do domínio atual de ambos: a conquista da Copa Mercosul de 1999.
Naquela decisão, o Palmeiras, então campeão continental, era o favorito, liderado por Felipão e craques como Marcos, Junior Baiano e Alex. O Flamengo de Carlinhos, por outro lado, não contava mais com Romário, mas apostava em jovens talentos como Juan e Athirson, além do brilho de Reinaldo, Lê e Caio Ribeiro, este último, destaque vindo de fora da base.
Reinaldo, peça chave daquela conquista, relembra a importância da união entre a base e os jogadores experientes: “Tínhamos uma geração de muitos atletas da base nesse grupo. A conquista foi importante para ser nossa afirmação no Flamengo… Foi um título muito importante para a história do clube e para nossas carreiras”. Ele marcou o gol da vitória por 4 a 3 no Maracanã e deu a assistência crucial para o gol do título de Lê em São Paulo. Caio Ribeiro também se destacou, balançando as redes três vezes nos dois jogos.
Caio recorda a dificuldade de enfrentar o poderoso Palmeiras: “A gente pegou um Palmeiras que era um timaço… Era uma molecada muito talentosa, mas ainda buscando uma afirmação, enquanto pegava um Palmeiras consagrado e já consolidado”. O Flamengo, em desvantagem no placar na maior parte da final, demonstrou poder de reação.
Em um Maracanã com público limitado devido a reformas, Caio, que vivia um momento de incerteza na reserva, entrou no segundo tempo para mudar o jogo. “Eu sabia que a torcida confiava muito em mim e quando teve o problema do Romário e ele (Carlinhos) não optou pela minha entrada, eu fiquei maluco… Então na hora que eu entro naquele jogo as coisas dão muito certo e a gente vira o jogo”, revelou Caio, que marcou duas vezes no jogo de ida.
O gol decisivo de Reinaldo no jogo de ida, aos 44 minutos do segundo tempo, veio de um cruzamento de Athirson, fruto do entrosamento da base. “Foi um momento de muita alegria. Era uma jogada que trabalhávamos muito… Foi um dos gols mais importantes da minha carreira”, afirmou o atacante.
Além disso, Reinaldo deu um passe de calcanhar para Lê marcar o gol do título no Parque Antártica. “Era uma coisa muito treinada. Tínhamos muito entrosamento, isso facilitou… Graças a Deus, conseguimos colocar o nosso entrosamento num momento tão importante da nossa carreira e da história do clube”, explicou Reinaldo.
A conquista da Copa Mercosul de 1999 também marcou a superação da ausência de Romário, afastado do clube após uma polêmica. Apesar de sua saída traumática, o grupo se uniu para vencer. “Tivemos receio. Ele não era apenas uma referência técnica, era nosso ídolo também… Mas sabíamos que era a nossa hora, um time jovem, talentoso, com jogadores que buscavam sua afirmação”, disse Caio.
Passados 26 anos, a Copa Mercosul não existe mais e Flamengo e Palmeiras se tornaram potências no futebol brasileiro e sul-americano. “Eu acho que na nossa época era mais leve. Não era tanta rivalidade como é hoje em dia”, opina Caio.
Caio, hoje comentarista, vislumbra um ligeiro favoritismo para o Flamengo na final da Libertadores, devido ao momento atual. “Flamengo é um pouco favorito pelo momento que atravessa… É um jogo muito igual mesmo. Pode acontecer de tudo, mas essas últimas duas semanas do Flamengo são melhores”, concluiu.
Fonte: http://odia.ig.com.br










