Daniel Vorcaro é transferido para prisão em Guarulhos após detenção pela PF

O banqueiro e controlador do Banco Master deixa a sede da Polícia Federal após novo pedido de habeas corpus

Daniel Vorcaro é transferido para prisão em Guarulhos após detenção pela PF
Daniel Vorcaro durante evento no ano passado em Nova York. Foto: Reprodução -05.nov.24/YouTube

O banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido para um presídio em Guarulhos após ser preso pela Polícia Federal.

Transferência de Daniel Vorcaro para prisão em Guarulhos

O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi transferido nesta segunda-feira (24) da superintendência da Polícia Federal em São Paulo para um presídio em Guarulhos, na região metropolitana. A informação foi confirmada pela defesa do empresário e pela Secretaria de Administração Penitenciária.

A transferência ocorre após Vorcaro ser preso na noite da última segunda-feira (17) e sua prisão preventiva ser mantida na audiência de custódia no dia seguinte. A juíza do Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu pela manutenção da prisão, citando riscos às investigações em caso de soltura.

Novo pedido de habeas corpus

Nesta segunda, advogados de Vorcaro entraram com um novo pedido de habeas corpus, desta vez no Superior Tribunal de Justiça. A defesa argumenta que a prisão é ilegal e não se baseia em fatos novos, sugerindo que poderia ser substituída por medidas cautelares, como a monitorização eletrônica.

Controvérsias sobre a investigação

Durante o fim de semana, a defesa do banqueiro divulgou documentos que contestam a investigação da Polícia Federal, que resultou na liquidação extrajudicial do Banco Master. Esses documentos incluem notas do Banco de Brasília e ofícios do Banco Central, utilizados para defender que o suposto prejuízo de R$ 12,7 bilhões não existe, já que a atuação do Master foi de boa-fé.

Os advogados afirmam que “as carteiras objeto da investigação criminal jamais foram transferidas definitivamente ao BRB, que não as detém, em razão das ações tempestivas adotadas de boa-fé pelo próprio Banco Master”. A defesa acredita que a investigação está baseada em premissas erradas e que o banco agiu de maneira correta ao identificar e substituir ativos problemáticos.

Acusações contra o Banco Master

As investigações realizadas pelo Banco Central, Ministério Público Federal e Polícia Federal revelaram que o Banco Master teria vendido ao BRB carteiras de crédito que eram fraudulentas, totalizando R$ 12,2 bilhões, o que representava mais de 20% das operações de crédito do Banco de Brasília. A defesa, no entanto, defende a boa-fé do banco, afirmando que, ao perceber irregularidades nas documentações, o banco tomou medidas corretivas para evitar prejuízos ao BRB.

A situação de Vorcaro e as alegações de sua defesa seguem em desenvolvimento enquanto o processo judicial avança. A expectativa agora é sobre o resultado do novo pedido de habeas corpus a ser analisado pelo STJ.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Reprodução -05.nov.24/YouTube