Dallagnol larga na frente na disputa pelo Senado no Paraná; Filipe Barros ficaria com 2ª vaga, diz pesquisa

Ex-deputado lidera com ampla vantagem, mas há dúvidas sobre sua elegibilidade

O ex-procurador da Lava Jato e ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) lidera a corrida por uma das vagas do Paraná no Senado em 2026. É o que mostra levantamento do instituto Ágili Pesquisas, divulgado nesta segunda-feira (9). Mesmo após perder o mandato em 2023 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dallagnol aparece à frente nos dois cenários testados pela pesquisa e se consolida como o principal nome na disputa.

Deltan Dallagnol e Filipe Barros lideram a corrida ao Senado Federal pelo Paraná em 2026 (Foto: Politiza Brasil)

No cenário com cinco pré-candidatos, Dallagnol tem 21,7% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece o deputado federal Filipe Barros (PL), com 16,9%, seguido pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, com 14,3%. O senador Flávio Arns (PSB) marca 10,4%, e Sandro Alex (PSD), ex-secretário de Infraestrutura do governo Ratinho Junior, aparece com 3,9%. Os indecisos, votos brancos e nulos somam 40,5%.

Quando o nome de Sandro Alex sai da lista e entra a jornalista Cristina Graeml (Podemos), Dallagnol mantém a dianteira com 22,1%. Filipe Barros sobe para 17,6%, Gleisi vai a 14,7%, Arns marca 10,3% e Cristina fica com 6,2%. Os indecisos ou que não escolheram nenhum somam 37,9%.

A pesquisa também mostra que, até aqui, nenhum nome ligado diretamente ao governo do Estado despontou. Mesmo com o PSD controlando o Palácio Iguaçu, o partido do governador Ratinho Junior ainda não tem um nome forte para a disputa ao Senado. Já Dallagnol tenta se aproveitar do recall da Lava Jato e do discurso anticorrupção para voltar ao Congresso com força, agora mirando uma das duas cadeiras no Senado.

Mas, há dúvidas sobre sua elegebilidade, isso porque Dallagnol assegura que pode disputar porque teve o registro de candidatura indeferido, o que não o torna inelegível. Já juristas analisam que, como perdeu o mandato, estaria 8 anos fora da política a partir de 2022.

O levantamento ouviu 1.151 eleitores entre os dias 5 e 11 de fevereiro, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE.

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