Estudo do BNDES revela novos valores e prazos para conclusão da usina

O BNDES atualizou os custos da usina nuclear Angra 3, elevando a tarifa da energia e o valor para conclusão.
Em 5 de novembro de 2025, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atualizou os custos da usina nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro, aumentando a projeção da tarifa da energia para um intervalo de R$ 778,86 a R$ 817,27 por MWh. Essa elevação ocorre em um contexto de atrasos na operação da usina, que está paralisada há anos.
O estudo revelou que, em 2024, o custo médio projetado era de R$ 653 por MWh, um valor que não se concretizou. O aumento do custo é atribuído à postergação da entrada em operação e à atualização dos custos de financiamento e investimento. Para concluir a obra, o custo estimado é agora de R$ 23,9 bilhões, um incremento em relação aos R$ 23 bilhões estimados anteriormente.
Impactos da nova projeção
De acordo com a Eletronuclear, mesmo com o aumento da tarifa média, o valor continuará sendo inferior ao das térmicas mais onerosas do país. A expectativa é que Angra 3, junto com Angra 1 e 2, se torne uma das térmicas mais competitivas da região Sudeste, com uma potência projetada de 1.405 megawatts.
Novo prazo de conclusão
O estudo também aponta que a conclusão da obra está agora prevista para 2033, dois anos a mais do que o inicialmente estimado. A continuidade da obra será discutida em uma futura reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Já foram gastos cerca de R$ 12 bilhões na construção até o momento, e a Eletronuclear continua a desembolsar cerca de R$ 1 bilhão anualmente apenas para manutenção e serviço da dívida, enquanto a decisão sobre a conclusão não é tomada.
Considerações finais
A expectativa é que a discussão sobre a retomada da construção de Angra 3 avance ainda neste ano, considerando a importância da usina para o suprimento energético do país. A Eletronuclear mantém sua posição de que a usina, uma vez concluída, será vital para a competitividade do setor energético brasileiro.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










