O modelo de multipropriedade, que permite ao consumidor adquirir frações de imóveis em resorts, já movimenta R$ 79 bilhões anualmente no Brasil, consolidando o país como o terceiro maior mercado mundial. Com 216 empreendimentos em 97 cidades e 18 estados, a multipropriedade oferece férias garantidas em locais turísticos, atraindo famílias de classe média com renda entre R$ 12 mil e R$ 25 mil. Os preços variam de R$ 30 mil a R$ 120 mil, dependendo do destino, e o modelo é visto como uma alternativa inteligente para acesso a imóveis de lazer de alto padrão.

Multipropriedade movimenta R$ 79 bilhões por ano, atraindo a classe média brasileira ao mercado de férias compartilhadas.
Multipropriedade, que consiste na compra de frações de imóveis em resorts, já movimenta R$ 79 bilhões por ano no Brasil, consolidando o país como o terceiro maior mercado mundial no setor. A lei que regulamenta o modelo, aprovada em 2018, trouxe segurança jurídica e atrai a classe média brasileira, especialmente famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 25 mil.
Crescimento do setor
Entre abril de 2023 e abril de 2024, o Valor Geral de Vendas (VGV) subiu 33%, atingindo R$ 79,5 bilhões. O setor já conta com 216 empreendimentos em 97 cidades e 18 estados, com destaque para a região Sul, onde a oferta de unidades cresceu 53%.
Preços e opções
Os preços das frações variam de acordo com o destino e a infraestrutura. Em locais como Olímpia (SP) e Caldas Novas (GO), uma semana de uso pode custar entre R$ 30 mil e R$ 50 mil. Já em Gramado (RS) ou no Nordeste, esse valor pode ultrapassar os R$ 120 mil. A possibilidade de parcelamento em até 72 meses facilita a aquisição.
Flexibilidade e segurança
O modelo de multipropriedade permite que os proprietários aluguem suas semanas em plataformas como Booking e Airbnb ou troquem por diárias em outros resorts, garantindo uma experiência de férias planejadas. Além disso, o comprador se torna proprietário legal, com direito de uso vitalício do imóvel, podendo vender, alugar ou deixar como herança.
Considerações finais
Especialistas recomendam cautela ao escolher incorporadoras e operadoras hoteleiras, enfatizando que a multipropriedade não deve ser vista como um investimento especulativo, mas sim como um produto de uso planejado para férias.










