Apesar das barreiras comerciais americanas, a capital paranaense registra crescimento de 18% nas exportações em relação ao ano anterior

Exportações de Curitiba atingem US$ 2,2 bilhões em 2025, com alta de 18% mesmo diante do tarifaço dos Estados Unidos.
Panorama das exportações de Curitiba em 2025 frente ao tarifaço dos Estados Unidos
As exportações de Curitiba alcançaram US$ 2,2 bilhões em 2025, assegurando um crescimento de 18% em relação a 2024, segundo dados apresentados na audiência pública de Finanças na Câmara Municipal, em 25 de fevereiro. O desempenho robusto ocorreu mesmo com o impacto negativo causado pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que reduziu as vendas para esse mercado em 24%. Vitor Puppi, secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, destacou a capacidade das exportadoras de Curitiba em expandir vendas para outros países e mitigar as perdas no mercado norte-americano.
Principais destinos das exportações e estratégia de diversificação
A Argentina liderou como principal destino, absorvendo 20% das exportações de Curitiba em 2025, seguida por Peru (14,9%), China (14,4%) e Chile (10,4%). Os Estados Unidos, apesar da queda nas compras, mantiveram a quinta posição com 5,6% do total exportado. Essa diversificação de mercados foi decisiva para o crescimento das exportações, destacando o papel estratégico da América Latina e da Ásia para a economia curitibana.
Setores e produtos que impulsionaram as exportações em 2025
O aumento das vendas foi puxado por setores específicos: tratores registraram alta de 25%, alcançando US$ 448 milhões; soja triturada cresceu 37%, totalizando US$ 323 milhões; veículos para transporte aumentaram 15%, com US$ 287 milhões; e o segmento de energia avançou 42%, chegando a US$ 95 milhões. Esses setores refletem a competitividade e inovação das indústrias locais, que conseguiram expandir sua presença internacional mesmo diante do cenário tarifário adverso.
Impactos setoriais negativos e desafios enfrentados pela economia local
Apesar do crescimento geral, alguns segmentos sofreram retração nas exportações devido ao tarifaço dos EUA. Partes e acessórios de veículos, artigos ortopédicos, fios e cabos, motores de pistão e obras de carpintaria para construção foram os setores mais afetados. Curitiba foi o quarto município paranaense mais impactado pela queda nas exportações para os Estados Unidos, atrás de Mandaguari, Campo Largo e Telêmaco Borba, evidenciando vulnerabilidades em nichos específicos.
Perspectivas para 2026 e expectativa de recuperação nas vendas ao mercado norte-americano
A Suprema Corte dos Estados Unidos analisa a possível revogação do aumento das tarifas de importação que incidem sobre produtos brasileiros. Essa medida poderá abrir caminho para a retomada das vendas de Curitiba para o mercado americano em 2026, ampliando oportunidades para os exportadores locais. O cenário futuro dependerá da evolução das negociações comerciais e da capacidade do setor produtivo em manter a diversificação geográfica das exportações.
A relevância das exportações para a economia de Curitiba e o Paraná
Em comparação, as exportações do Paraná cresceram apenas 1,2% no mesmo período, e o Brasil teve uma alta de 3,5%, colocando Curitiba em posição de destaque no cenário nacional. O desempenho expressivo contribui para o fortalecimento da economia local, geração de empregos e incremento da competitividade internacional, reforçando a importância de políticas de apoio e inovação para o setor exportador.
Fonte: www.curitiba.pr.gov.br
Fonte: Luiz Costa/SECOM (arquivo










