Secretaria Municipal da Saúde implementa medidas para ampliar capacidade do SUS em períodos de alta demanda

Curitiba monta plano de contingência para reforçar atendimento do SUS diante do aumento anual de casos de dengue e síndromes respiratórias.
A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (SMS) estruturou um plano de contingência para administrar a demanda anual por tratamentos de dengue e síndromes respiratórias, que pressionam o Sistema Único de Saúde (SUS) nesses períodos. A estratégia se baseia em análise preditiva para antecipar cenários e programar ações como ampliação de leitos, reforço das equipes médicas e de enfermagem, ativação de hospitais de retaguarda e reorganização de procedimentos eletivos.
Segundo a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, durante Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de Curitiba, o plano permite preparar a rede com base em previsões anuais das doenças sazonais, garantindo capacidade para os atendimentos necessários. “Eu tenho hoje uma análise, que nós chamamos preditiva, que analisa qual vai ser o meu cenário da dengue do próximo ano. E eu já estruturo a minha rede de saúde para atender”, afirmou.
A Audiência Pública, coordenada pela Comissão de Saúde e Bem-Estar Social da Câmara Municipal, tem o objetivo de acompanhar a aplicação de recursos e as políticas públicas de saúde, conforme previsto pela lei complementar 141/2012.
Durante os períodos de maior demanda, o plano de contingência articula medidas como expansão temporária de leitos, ampliação de horas trabalhadas por profissionais, ativação de hospitais de retaguarda e, se necessário, reagendamento de cirurgias eletivas, preservando o fluxo de urgência e emergência. Filipak citou que, na última sazonalidade respiratória, a rede precisou ampliar quatro leitos de UTI, enquanto no ano anterior foram quase 20, e destacou que esses ajustes permitiram atravessar o período sem colapso.
Além disso, o plano inclui a aceleração da desospitalização de pacientes aptos a continuar o tratamento em casa, por meio do programa de atenção domiciliar. Atualmente, mais de 600 pessoas são atendidas mensalmente com acompanhamento de médicos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas, o que contribui para otimizar a rotatividade dos leitos sem interromper o cuidado.
A secretária ressaltou que essas ações combinadas asseguraram que o sistema de saúde de Curitiba suporte o aumento sazonal da demanda “sem colapso, sem sobrecarga”.
Fonte: bemparana.com.br










