Em um movimento coordenado, uma delegação de líderes europeus acompanha o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em uma reunião crucial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, nesta segunda-feira. O encontro ganha destaque após a recente reunião entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, que, apesar das expectativas, não resultou em um acordo de cessar-fogo. A presença em peso dos líderes europeus sinaliza um esforço conjunto para influenciar as negociações de paz e garantir um papel ativo da Europa no futuro da Ucrânia.
A comitiva europeia é composta por figuras de proa como o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. A chefe da União Europeia, Ursula von der Leyen, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, também integram a delegação, demonstrando a amplitude do apoio europeu à Ucrânia.
Os líderes europeus reiteraram seu compromisso com a Ucrânia antes da reunião. Ursula von der Leyen enfatizou: “Vamos apoiar a Ucrânia por uma paz justa e duradoura pelo tempo que for necessário”. Keir Starmer complementou, afirmando que “a paz na Ucrânia não pode ser decidida sem Zelensky” e que a Europa está pronta para apoiar o país em busca de “garantias robustas de segurança”.
O presidente francês, Emmanuel Macron, adotou um tom mais contundente, afirmando que o presidente russo “não deseja a paz” e que “a Europa tem que estar na mesa de negociações”. Macron alertou ainda que o continente “precisa ser temido para ser livre” e que a fraqueza atual pode ter consequências graves no futuro.
A iniciativa europeia surge também como uma resposta à tensa reunião entre Trump e Zelensky em fevereiro, onde o presidente americano acusou o ucraniano de “estar jogando com a 3ª Guerra Mundial”. Diplomatas europeus indicam que a presença maciça na Casa Branca busca garantir um papel direto da Europa nas negociações de paz, evitando que o futuro da Ucrânia seja decidido sem a devida consideração dos interesses europeus.
Antes da viagem a Washington, Zelensky e os líderes europeus se reuniram para discutir a “coalizão dos dispostos”, uma iniciativa que visa fornecer apoio militar e enviar tropas de paz à Ucrânia após um eventual cessar-fogo. Paralelamente, Putin informou o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, sobre os resultados de sua reunião com Trump, enquanto o presidente americano telefonou para Zelensky e líderes da OTAN após o encontro com o russo.
Trump expressou otimismo cauteloso após sua reunião com Putin, afirmando que houve avanços, mas que ainda restam pontos em aberto. Putin, por sua vez, descreveu a reunião como “construtiva” e enfatizou que “todas as preocupações da Rússia devem ser levadas em conta”. Ele também expressou esperança de que a Ucrânia e a Europa não sabotem as negociações.
A guerra na Ucrânia, que já se estende por mais de três anos, continua sem uma solução clara, com a Rússia controlando cerca de 20% do território ucraniano. A reunião na Casa Branca representa um novo esforço para encontrar um caminho para a paz, com a Europa buscando um papel central na definição do futuro da Ucrânia.
Fonte: http://agorarn.com.br





