Em meio à turbulência na Série B, o Paysandu Sport Club se manifestou sobre os rumores de uma possível investida no técnico Hélio dos Anjos. O clube, por meio de nota oficial, negou ter realizado qualquer proposta formal ao treinador, que já comandou a equipe em três ocasiões distintas. A negativa surge em um momento crítico, com o time na lanterna da competição e buscando desesperadamente um novo comandante.
Fontes ligadas ao clube, no entanto, revelam uma história diferente. Segundo apuração do Núcleo de Esportes de O Liberal, o Paysandu teria tentado a contratação de Hélio dos Anjos após a demissão de Claudinei Oliveira, oferecendo um pacote salarial de R$ 1 milhão por três meses de trabalho, além de um bônus de R$ 500 mil em caso de sucesso na luta contra o rebaixamento. A informação, contudo, não foi confirmada pela diretoria bicolor.
A relação entre Paysandu e Hélio dos Anjos é marcada por um imbróglio judicial. O treinador cobra na Justiça valores atrasados referentes à sua última passagem pelo clube, que ultrapassam os R$ 2 milhões. Essa pendência financeira adiciona uma camada extra de complexidade à possível negociação, tornando improvável um retorno imediato do técnico.
Carlos Frontini, executivo do Paysandu, admitiu a necessidade urgente de um novo treinador capaz de reverter a situação delicada do time. “Precisamos de um treinador que possa tirar o time dessa situação”, declarou Frontini em coletiva, evidenciando a pressão por resultados e a busca incessante por um nome que possa conduzir o Paysandu para fora da zona de rebaixamento.
Apesar das negativas, a história de Hélio dos Anjos no Paysandu é inegável. Em sua última passagem, entre 2023 e 2024, o treinador obteve um aproveitamento de 52,4%, conquistando o acesso à Série B, o Campeonato Paraense e a Copa Verde. O clube, por sua vez, reafirma que segue no mercado em busca de um novo profissional para assumir o comando técnico, conforme expresso na nota oficial: “O clube informa que segue no mercado em busca de novos profissionais para o comando técnico do time.”
Fonte: http://www.oliberal.com










