O Palácio do Planalto avalia que o governo de Nicolás Maduro na Venezuela pode estar à beira do colapso, sem que isso necessariamente desencadeie uma reação de peso por parte de China e Rússia. Apesar da histórica aliança de Maduro com esses países, analistas do governo brasileiro acreditam que o cenário geopolítico atual sugere uma postura mais cautelosa por parte de Pequim e Moscou. Essa avaliação surge em meio a crescentes tensões na região, com a frota americana posicionada próxima à costa venezuelana.
Internamente, a visão é que os Estados Unidos não devem realizar uma invasão direta para derrubar Maduro. Contudo, o governo brasileiro tampouco espera que a China se coloque como principal defensora do regime venezuelano em caso de uma mudança de poder. Segundo fontes ligadas ao assessor Celso Amorim, China e Rússia, embora vetem ações no Conselho de Segurança da ONU, podem não se opor ativamente a uma transição de regime.
Ainda no cenário político brasileiro, a polêmica PEC da Blindagem enfrenta dificuldades no Senado. Sem votos suficientes para aprovação, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) já estuda alternativas, como um substitutivo que limite a prerrogativa a crimes de opinião. Essa mudança de estratégia indica um reconhecimento da resistência enfrentada pela proposta original.
Em outras notícias, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Voo (SNTPV) cancelou a greve dos funcionários da Nav Brasil, após a empresa apresentar uma nova proposta. “A empresa apresentou uma proposta, mas o movimento pode voltar caso ela não cumpra o acordado”, informou Lucas Borba, vice-presidente do SNTPV, sinalizando que a suspensão é condicional ao cumprimento do acordo.
Por fim, a Coluna Esplanada destaca o crescimento do consumo de alumínio no Brasil, impulsionado pelo tarifaço americano. Ao mesmo tempo, a Sigma Lithium é apontada como exemplo na agenda climática global, com seu modelo de produção de “lítio verde”. O embaixador Rubens Barbosa debaterá a relevância do Brasil no cenário internacional em audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado.
Fonte: http://www.folhabv.com.br










