O governador de Rondônia, Marcos Rocha, elevou o tom em relação à crise fundiária que afeta famílias residentes ao longo da RO-429, nas proximidades da reserva indígena Uru-Eu-Wau-Wau. Em pronunciamento nas redes sociais, o chefe do executivo estadual criticou a inércia da bancada federal e anunciou que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) na defesa dos interesses dessas famílias. A medida visa contestar as decisões judiciais que determinaram a retirada dos moradores da área.
A escalada da tensão ocorre em meio à crescente preocupação com o impacto social e econômico da remoção das famílias. Marcos Rocha argumenta que a situação exige uma resposta firme e coordenada para garantir os direitos dos residentes. “Não podemos assistir passivamente à desestruturação de famílias que construíram suas vidas e contribuem para o desenvolvimento do nosso estado”, declarou o governador, evidenciando o ponto central da disputa.
A decisão de acionar o STF representa uma aposta do governo estadual em reverter o quadro desfavorável. A PGE buscará demonstrar a necessidade de conciliar a proteção ambiental com os direitos sociais das famílias envolvidas. Resta saber se a estratégia jurídica adotada pelo governo de Rondônia será capaz de reverter as decisões anteriores e encontrar uma solução justa e equilibrada para o conflito fundiário.
O embate entre o governo estadual e o judiciário federal coloca em xeque o futuro das famílias da RO-429. A ação no STF abre um novo capítulo na longa disputa, e a expectativa é que a corte máxima do país possa mediar o conflito e promover uma solução que atenda aos interesses de todas as partes envolvidas, priorizando a justiça social e a segurança jurídica.
Fonte: http://www.rondoniagora.com










