A prefeitura de Campo Grande enfrenta uma severa crise financeira, levantando preocupações sobre a capacidade de honrar o pagamento dos salários de dezembro, 13º e janeiro. O alerta foi dado pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto (PSDB), diante de um cenário fiscal delicado, onde quase toda a arrecadação dos últimos 12 meses foi consumida por despesas correntes.
Segundo o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), a prefeitura gastou R$ 6.303.744.755,75 de um total arrecadado de R$ 6.307.756.963,08. “É preciso urgentemente garantir as três folhas. É muito dinheiro para Campo Grande”, enfatizou Papy, ressaltando a urgência em assegurar os pagamentos.
O vereador observou que a situação não é inesperada, considerando a trajetória das contas municipais desde o meio do ano. Ele apontou para a queda na arrecadação e o aumento das despesas, impulsionados por acordos salariais antigos. A prefeitura, inclusive, tenta repactuar várias frentes para aliviar o orçamento.
Diante do cenário desafiador, Papy defende uma estratégia de reforço da receita e a manutenção de cortes de gastos. “Eu penso que precisamos de uma estratégia de arrecadação. É preciso melhorar os mecanismos de arrecadação e colaborar naquilo que o município tiver de cortes”, afirmou o presidente da Câmara.
Para lidar com a crise, a prefeitura já acionou o “gatilho fiscal”, um plano de emergência financeira que inclui suspensão de novas contratações, proibição de gratificações e diárias, e outras medidas de contenção. Papy mencionou ainda o pacto firmado pela prefeita com o Tesouro Nacional, cujos efeitos práticos são esperados para o próximo ano. Ele faz um apelo à prudência política para evitar que a situação se agrave, alertando para as graves consequências do descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.










