Em meio a uma grave crise financeira, o Vasco da Gama encontra um respiro com um acordo de empréstimo de R$ 80 milhões da Crefisa. A instituição financeira, presidida por Leila Pereira, mandatária do Palmeiras, injetará capital vital para cobrir despesas operacionais urgentes do clube. A aprovação da Justiça é crucial para a efetivação do negócio, já que tanto o clube quanto sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) estão em processo de recuperação judicial.
O financiamento, enquadrado como DIP (debtor-in-possession), surge como uma tábua de salvação para o Vasco, que enfrenta severas restrições de liquidez desde a interrupção dos aportes da 777 Partners. De acordo com a petição enviada à Justiça, o montante é essencial para manter as operações e garantir o pagamento de salários, buscando a normalização do fluxo de caixa já em outubro. O presidente do Vasco, Pedrinho, justificou a escolha da Crefisa afirmando que a empresa ofereceu “as melhores condições” entre as cinco propostas analisadas.
Contudo, o acordo não vem sem contrapartidas. A Crefisa, caso o empréstimo seja aprovado, deterá poder de veto em decisões cruciais da SAF. Até junho de 2026, o Vasco não poderá modificar a estrutura societária ou o grupo de controle da SAF sem a prévia anuência da Crefisa. Isso significa que a instituição financeira terá a prerrogativa de aprovar ou rejeitar a entrada de novos investidores ou a venda de participações na SAF.
Além do poder de veto, a Crefisa assegurou uma garantia substancial: 20% das ações da Vasco SAF foram oferecidas como colateral. Em caso de inadimplência, a Crefisa assumiria o controle dessa fatia significativa da SAF, reforçando seu poder de influência no futuro do clube. As condições do empréstimo incluem carência de 12 meses, amortizações trimestrais, quitação total em até 36 meses e remuneração de CDI + 7% ao ano.
A ligação entre a Crefisa e o Vasco vai além dos números. José Roberto Lamacchia, marido de Leila Pereira e fundador da Crefisa, mantém uma estreita relação de amizade com o presidente do Vasco, Pedrinho. Apesar de Leila Pereira não ter se pronunciado oficialmente sobre o acordo, sua influência nos negócios da Crefisa é inegável. Em um passado recente, Lamacchia manifestou publicamente interesse nos naming rights de São Januário, demonstrando sua ligação com o clube carioca. A torcida vascaína, inclusive, já demonstrou seu carinho por Leila Pereira, em 2018, durante a comemoração do título brasileiro do Palmeiras em São Januário.
Fonte: http://www.oliberal.com










