Depoimento do ex-presidente do INSS está sendo acompanhado ao vivo

A CPMI do INSS ouve José Carlos Oliveira, ex-presidente do INSS, para apurar fraudes em descontos aplicados a aposentados.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS se reúne nesta quinta-feira (11) para ouvir o depoimento de José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Previdência e ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social. A CPMI investiga fraudes nos descontos aplicados a aposentados e pensionistas, e os parlamentares buscam esclarecer a responsabilidade de Oliveira em atos relacionados às irregularidades identificadas durante sua gestão.
Detalhes sobre a oitiva
Oliveira comandou o INSS entre novembro de 2021 e março de 2022, período em que ocorreram movimentações financeiras suspeitas. A sessão, presidida por Carlos Viana (Podemos-MG), também contará com a participação do relator Alfredo Gaspar (União-AL). Os parlamentares desejam esclarecer a eventual responsabilidade de Oliveira em relação a acessos não autorizados a órgãos públicos e outras irregularidades.
Análise de requerimentos
Durante a sessão, serão analisados 406 requerimentos que tratam, entre outros assuntos, de pedidos de informação sobre entradas e saídas de investigados em órgãos como INSS, Receita Federal, CGU, TCU, AGU e Casa Civil. Além disso, estão em pauta quebras de sigilo de pessoas e empresas ligadas a sindicatos e associações de aposentados, que podem ter se beneficiado do esquema.
Investigação de lobista
O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, é mencionado em 20 dos requerimentos e já está sob investigação pela Polícia Federal e pela CGU. A CPMI solicitou a prisão preventiva dele e de outros 20 suspeitos envolvidos nas fraudes.
Instituições sob análise
Entre as entidades que estão sendo analisadas estão a Associação de Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), a Aapen e a Unsbras, além de empresas como a Prospect Consultoria e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). A CPMI também está investigando a Operação Sem Desconto, que apura irregularidades em comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas no Acre, visando identificar beneficiários de procurações registradas em cartório.










