A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga desvios nos benefícios previdenciários do INSS deu um passo significativo nesta quinta-feira (11). Parlamentares aprovaram a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de diversos suspeitos de envolvimento em um esquema de fraude que pode chegar a cifras bilionárias, marcando um avanço importante nas apurações.
Composta por 16 deputados federais e 16 senadores, a CPMI busca a fundo os responsáveis pela cobrança ilegal de mensalidades associativas descontadas diretamente dos benefícios de aposentados e pensionistas. A comissão também requisitou acesso a registros de entrada e saída de investigados em órgãos públicos e aos indícios de irregularidades já reunidos pelo INSS, Polícia Federal e CGU.
Entre os alvos da quebra de sigilo estão nomes como Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’, Maurício Camisoti e o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. A decisão visa rastrear o fluxo financeiro e o destino dos recursos desviados, intensificando a pressão sobre os investigados.
“Queremos saber exatamente onde está todo este patrimônio, tudo o que foi roubado da Previdência”, declarou o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), evidenciando o objetivo central da comissão em recuperar os valores subtraídos dos beneficiários. A expectativa é que a quebra de sigilo revele a extensão da participação de cada envolvido e o caminho percorrido pelo dinheiro desviado.
Adicionalmente, a CPMI ouviu o depoimento do ex-ministro da Previdência Social e ex-presidente do INSS, Ahmed Mohamad Oliveira, que alegou desconhecimento sobre as irregularidades até a deflagração da Operação Sem Desconto. O caso segue em investigação, com novas informações e desdobramentos previstos para as próximas semanas.










