Nos bastidores do Congresso, uma fonte petista revelou que a repentina inclusão do nome do ex-deputado André Moura na CPMI do INSS faz parte de uma estratégia para enfraquecê-lo politicamente em Sergipe, visando as eleições de 2026. A manobra, segundo a fonte, teria sido orquestrada por aliados do senador Rogério Carvalho, que enxergam em Moura um forte adversário. O plano envolveria a criação do rótulo pejorativo “Dono do INSS” e a pressão por sua convocação à CPMI, mesmo sem citações formais em investigações.
A estratégia parece ter esbarrado na falta de evidências. O ex-diretor do INSS, Alexandre Guimarães, negou qualquer ligação de Moura com fraudes e afirmou não conhecê-lo pessoalmente. Apenas requerimentos de agosto, assinados por deputados do PT, pediram sua convocação, apesar de seu nome não constar como investigado. Em resumo, a tentativa de incriminar Moura se baseia mais em alegações do que em fatos concretos.
Um contraponto importante é o apoio da deputada Yandra Moura, filha de André, à abertura da CPMI desde o início. “Se houvesse envolvimento do pai, faria sentido impulsionar o colegiado que poderia atingi-lo?”, questiona a fonte. A situação expõe o viés eleitoreiro da acusação.
A tática, segundo analistas políticos, segue um manual clássico: rotular o adversário, associá-lo a uma crise nacional, forçar o tema em um ambiente institucional e explorar o noticiário com suspeitas infundadas. A ausência de provas concretas, no entanto, fragiliza a narrativa.
Fontes próximas à campanha do senador Rogério Carvalho indicam que esta não será a única investida contra André Moura. Até as eleições de 2026, a expectativa é de uma série de ataques e notícias falsas. No entanto, até o momento, o caso se resume a uma construção narrativa sem sustentação factual, onde o rótulo “Dono do INSS” não resistiu ao escrutínio dos fatos, permanecendo apenas na retórica e no slogan.
Fonte: http://infonet.com.br










