Alessandro Vieira comenta sobre pedidos para ouvir líderes do PCC

O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, se manifestou contra a convocação de membros de facções criminosas, exceto em casos de delação.
Em 4 de novembro de 2025, o senador Alessandro Vieira (MDB-CE), relator da CPI do Crime Organizado, afirmou ser contra a participação de membros de facções criminosas em audiências, exceto se for para colaborar como delatores. A declaração foi feita após o senador Marcos do Val (Podemos-ES) protocolar um requerimento para ouvir lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Pedido de convocação
O requerimento inclui nomes como Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, irmão de Marcola, além de Júlio César Guedes de Moraes e Gilberto Aparecido dos Santos. Outro pedido menciona Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, relacionado a esquemas de combustíveis ligados à facção. Essas solicitações ainda precisam ser avaliadas pela CPI do Senado.
Estrutura da CPI
A CPI do Senado sobre crime organizado foi oficialmente instalada com a presidência do senador Fabiano Contarato (PT-ES), o que trouxe alívio ao governo federal, temeroso com o potencial de desgaste político sob uma presidência da oposição. O placar foi de 6 a 5 na votação contra o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que se tornou vice-presidente da comissão. A CPI contará com 11 membros titulares e 7 suplentes, incluindo senadores da oposição e do governo.
Temas abordados
Durante a primeira audiência, Vieira sugeriu a divisão do trabalho em tópicos, como domínio territorial, lavagem de dinheiro, sistema prisional e corrupção em diversos setores. Além disso, já há 38 convites aprovados para ouvir diversas autoridades, como ministros e diretores de segurança, bem como especialistas e jornalistas, refletindo a abrangência do trabalho da CPI.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










