Disputa por comando acontece em meio a articulações políticas

A CPI do Senado sobre o crime organizado será instalada nesta terça-feira (4), com disputas por cargos de liderança e relatoria.
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado sobre o crime organizado será instalada nesta terça-feira (4), quando também deve ser decidido o nome de quem presidirá o colegiado. A relatoria deve ficar nas mãos do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do requerimento de abertura e nome de consenso entre governistas e bolsonaristas.
Disputa por cargos e articulações no Senado
Para não repetir o revés sofrido em agosto, quando a oposição conseguiu emplacar os dois principais cargos da CPI mista do INSS, o governo Lula contou votos e colocou os nomes dos senadores petistas Fabiano Contarato (ES) e Jaques Wagner (BA) como opções para a presidência. A oposição defende um representante da própria bancada, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas admite que o governo tem chance de vitória. Segundo o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, “aqui no Congresso, estamos tendo um padrão: o governo e o PT não assinam, não querem a investigação.”
Composição da CPI
A CPI terá 11 titulares e 7 suplentes, com os nomes já confirmados pela bancada de oposição sendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Magno Malta (PL-ES), Sergio Moro (União Brasil-PR) e Marcos do Val (Podemos-ES). Do lado governista, estão Rogério, Jaques, Otto Alencar (PSD-BA), Nelsinho Trad (PSD-MS) e Jorge Kajuru (PSB-GO). Considerado um bom nome para a presidência pelo relator, Contarato tem experiência na área de segurança pública e é visto como alguém que não se posiciona com radicalismo.
Expectativas e impactos da CPI
A avaliação no Senado é de que a CPI pode dar fôlego para a direita, diante de baixas como a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e a falta de votos para a aprovação de uma anistia aos golpistas do 8 de janeiro de 2023. Flávio Bolsonaro recentemente articulou a aprovação de um pacote de medidas para endurecer as leis penais, que foi aprovado dia 14 de outubro, seguindo para a análise da Câmara dos Deputados.
A visão do relator e o futuro da CPI
Alessandro Vieira, futuro relator da CPI, defende que os trabalhos do grupo não devem ficar limitados a mudanças na legislação, ressaltando que “as leis são importantes, mas não podem servir de desculpa nem podem ser a única ação.” Ele sugere que o tema seja discutido não apenas por especialistas, mas também por pessoas que vivem em territórios dominados por facções, visando gerar projetos mais realistas e eficazes.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br





