A CPI da Grilagem de Terras em Roraima revelou um intrincado esquema de grilagem de terras públicas, com a participação de servidores do Instituto de Terras e Colonização de Roraima (Iteraima) e diversos particulares. O relatório preliminar, apresentado após quatro horas de leitura na Assembleia Legislativa, descreve a ação como uma “organização criminosa”. A investigação aponta para fraudes na regularização de terras e desvio de patrimônio público.
O documento de 82 páginas indica 16 pessoas, incluindo a ex-presidente do Iteraima, Dilma Costa, e o pecuarista Ermilo Paludo, apontado como líder do esquema. A lista inclui servidores do órgão e familiares de Paludo, bem como Jamiro Alves, testemunha com patrimônio milionário considerado incompatível com sua renda declarada. O atual presidente do Iteraima, Ionilson Sampaio, foi elogiado pelo apoio às investigações.
A CPI detalha que a mecânica do crime envolvia a falsificação de documentos, criação de procurações fraudulentas e o uso de “laranjas” para simular a posse das áreas. Servidores do Iteraima seriam cruciais, produzindo laudos que ignoravam as ilegalidades. Os casos investigados incluem o Sítio Uberabinha 2 e o Complexo Ereu Paludo, ambos na Gleba Cauamé.
Em outra frente, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, visitou Roraima para acompanhar ações contra o garimpo ilegal na Terra Yanomami. Barroso reiterou o compromisso do Judiciário com a proteção dos povos indígenas e a preservação de seus direitos, modos de vida e cultura.
Paralelamente, o ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu novamente o repasse de “emendas Pix” para os municípios de São Luiz e Iracema, no sul de Roraima. A decisão se baseia em auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) que apontaram irregularidades nas transferências, como obras paralisadas e construções fora das especificações técnicas. Os ex-prefeitos Jairo Ribeiro (Iracema) e James Batista (São Luiz) estão sob investigação.
Fonte: http://www.folhabv.com.br










