Corrupção em Bonito: Justiça nega liberdade a ex-secretário e empreiteiro envolvidos em esquema

O ex-secretário de Finanças de Bonito, Edilberto Cruz Gonçalves, e o empreiteiro Genilton da Silva Moreira, alvos da Operação Águas Turvas, tiveram seus pedidos de habeas corpus negados pela Justiça. Ambos são investigados por suposto envolvimento em um esquema de corrupção que desviou recursos do município, conhecido por suas águas cristalinas e belezas naturais. A decisão foi proferida pelo desembargador Waldir Marques, que considerou não haver urgência que justificasse a análise imediata dos pedidos de soltura.

A defesa de Edilberto, conhecido como “Beto da Pax”, argumentou que ele não ocupa mais cargo público e que sua condição de saúde, como cardiopata, o tornaria elegível para prisão domiciliar. O advogado Caio Magno Duncan Couto alegou que “os riscos e anseios da decisão que decretou a prisão preventiva não mais subsistem, em razão das providências adotadas pela Prefeitura”.

Por outro lado, os advogados de Genilton, Pedro Paulo Sperb Wanderley e Renan Fonseca Arruda dos Santos, questionaram a fundamentação da prisão preventiva, alegando que seria uma medida excessiva, considerando a natureza dos crimes investigados. Eles enfatizaram que a empresa do cliente possui registro formal e realiza diversas atividades econômicas, demonstrando seu compromisso com a sociedade.

O desembargador Waldir Marques, contudo, não se convenceu com os argumentos das defesas, alegando que nenhuma delas demonstrou a existência de uma “questão de urgência” que justificasse uma análise prioritária dos pedidos de liberdade. Assim, a análise do mérito das solicitações será realizada em momento oportuno, seguindo o trâmite processual.

A Operação Águas Turvas investiga um esquema de fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa em Bonito, com indícios de atuação desde 2021. As investigações do Gecoc apontam Genilton como elo entre servidores públicos e contratos fraudulentos, enquanto Edilberto seria um dos beneficiários dos pagamentos ilícitos para favorecer o empreiteiro.

Fonte: http://www.campograndenews.com.br