Coriolano e o ‘Bananinha’: Paralelos Históricos na Política Brasileira?

Um paralelo surpreendente emerge entre a história de Caio Marcio Coriolano, o general romano que se voltou contra Roma, e as ações recentes do deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A análise busca inspiração nos estudos de Latim do autor, em especial nas lições do livro *Ludus Secundus*, de Padre Milton Valente.

Coriolano, rejeitado por seus concidadãos após suas vitórias militares, uniu-se aos inimigos para atacar Roma. Harold Bloom, em *Shakespeare: a invenção do humano*, considera essa a maior tragédia política de Shakespeare. Essa narrativa ecoa no comportamento de Eduardo Bolsonaro, que tem denunciado a justiça e o governo brasileiro no exterior, defendendo o pai, o ex-presidente Bolsonaro.

O autor questiona se Eduardo Bolsonaro estaria agindo como um traidor, à semelhança de Coriolano. Seria um ato de amor filial ou uma perfídia contra o Brasil? A comparação levanta questões sobre lealdade, ambição e a busca por poder.

Em um ponto crucial da história de Coriolano, sua mãe, Volúmnia, e sua esposa, Vergília, intercedem, convencendo-o a poupar Roma. O gesto, de grande impacto emocional, resulta no fim da guerra e no assassinato de Coriolano. O futuro de Bolsonaro e seus aliados permanece incerto, com o país dividido entre apoiadores e opositores.

O artigo conclui com a máxima latina *Qualis rex, talis grex* – “Tal o rei, tal o rebanho”. A frase, extraída dos estudos originais em latim, sugere uma reflexão sobre a influência da liderança sobre a sociedade, instigando o leitor a considerar as implicações das ações dos líderes políticos no cenário brasileiro contemporâneo.

Fonte: http://infonet.com.br