Coreia do Norte revela força militar com teste de míssil de cruzeiro

Lançamento demonstra capacidade de ataque e resposta estratégica frente a ameaças externas

Coreia do Norte revela força militar com teste de míssil de cruzeiro
Lançamento de mísseis de cruzeiro ao mar Amarelo pela Coreia do Norte em exercício militar supervisionado por Kim Jong-Un. Foto: STR/AFP

Coreia do Norte realizou teste de mísseis de cruzeiro para mostrar capacidade de combate diante de ameaças externas, em exercício supervisionado por Kim Jong-Un.

A Coreia do Norte realizou em dezembro de 2025 um teste de mísseis de cruzeiro de longo alcance, que percorreu mais de duas horas de voo sobre o mar Amarelo, numa clara demonstração de sua “capacidade de combate” diante do cenário político e militar regional.

Contexto geopolítico e importância do teste

O lançamento dos dois mísseis de cruzeiro ocorreu em um momento de tensão crescente na península coreana, marcado por movimentações militares norte-americanas e respostas duras de Pyongyang. O próprio líder Kim Jong-Un supervisionou o exercício, ressaltando o compromisso do regime com o desenvolvimento “ilimitado e sustentado” de suas forças nucleares e sistemas de defesa.

Esse tipo de teste não acontecia desde o início de novembro, quando foram realizados disparos de mísseis balísticos. A demonstração atual indica uma ampliação das capacidades militares norte-coreanas, especialmente no segmento dos mísseis de cruzeiro, que oferecem precisão e alcance estratégico.

Detalhes do exercício militar e capacidades envolvidas

Segundo a agência estatal KCNA, o exercício tinha o objetivo de avaliar:

A postura de resposta contraofensiva das unidades responsáveis pelos mísseis de longo alcance;
A capacidade de combate operacional das subunidades envolvidas;
O alcance e a precisão dos mísseis, que voaram por mais de duas horas até atingir seus alvos.

As Forças Armadas da Coreia do Sul detectaram o lançamento a partir da região de Sunan, próxima à capital Pyongyang, e acompanharam os disparos que reforçam o arsenal e o poder de dissuasão da Coreia do Norte.

De acordo com o analista Yang Moo-jin, os mísseis testados são do tipo “flecha”, com alcance estimado em cerca de 2.000 quilômetros, capazes de atingir não só toda a península coreana, mas também bases militares americanas localizadas no Japão. Essa capacidade amplia significativamente o espectro de ameaça e a influência do regime norte-coreano na região.

Reações regionais e cenário militar

O teste ocorre em um contexto de respostas militares e políticas na Ásia. Na semana anterior, a imprensa estatal norte-coreana condenou a chegada de um submarino nuclear americano ao porto sul-coreano de Busan, interpretando a movimentação como uma provocação direta.

A Coreia do Sul monitora atentamente os exercícios e responde com alertas e prontidão;

  • Os Estados Unidos têm mantido a oferta de diálogo, mas Pyongyang ainda não respondeu positivamente às propostas recentes.

Impactos e prazos

Este último teste demonstra que a Coreia do Norte mantém seu ritmo acelerado de desenvolvimento militar, buscando contrabalançar presença e movimentações das forças americanas e sul-coreanas na região.

O impacto imediato é o aumento da pressão diplomática sobre Pyongyang, que segue isolada e sob sanções, mas que utiliza demonstrações militares para consolidar sua posição estratégica.

A comunidade internacional observa com atenção os próximos passos, especialmente possíveis novos testes e negociações que possam influenciar a estabilidade da península coreana e da Ásia Oriental como um todo.

Este episódio evidencia a complexidade das relações internacionais envolvendo a Coreia do Norte, onde demonstrações de força militar se tornam instrumentos centrais para política externa e defesa nacional.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: STR/AFP