Na votação da Proposta de Emenda à Constituição nº 3/2021, conhecida como “PEC da Blindagem”, realizada em 16 de setembro de 2025, a bancada dos deputados do Distrito Federal demonstrou divisão. O projeto, que estabelece que investigações ou prisões de parlamentares devem ser autorizadas pelo Congresso, foi aprovado em dois turnos e agora segue para o Senado. A proposta recebeu cinco votos a favor e três contra, refletindo a polarização entre os partidos. O PT orientou voto contra, mas uma parte significativa da bancada se posicionou a favor do texto, que altera as regras de responsabilização dos congressistas.

A votação da PEC da Blindagem polarizou os deputados do DF, com cinco a favor e três contra. Entenda a proposta e como cada parlamentar se posicionou.
Durante a votação da Proposta de Emenda à Constituição nº 3/2021, conhecida como “PEC da Blindagem”, a bancada dos deputados do Distrito Federal se dividiu. O projeto foi aprovado em dois turnos na noite de 16 de setembro de 2025, no plenário da Câmara dos Deputados, com cinco parlamentares votando a favor e três contra. A PEC estabelece que qualquer investigação ou prisão de parlamentares somente poderá ocorrer com a autorização do Congresso, além de determinar que presidentes de partidos com representação no Parlamento sejam julgados diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Como se posicionaram os deputados
Os deputados que votaram a favor da PEC foram:
- Alberto Fraga (PL)
- Bia Kicis (PL)
- Fred Linhares (Republicanos)
- Júlio Cesar Ribeiro (Republicanos)
- Rafael Prudente (MDB)
Por outro lado, os opositores da proposta foram:
- Erika Kokay (PT)
- Professor Reginaldo Veras (PV)
- Rodrigo Rollemberg (PSB)
O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, orientou voto contra, mas 12 parlamentares da bancada de 67 se manifestaram a favor do texto.
O que muda com a PEC da Blindagem
A proposta prevê que o Congresso terá até 90 dias para analisar pedidos da Justiça relacionados a investigações ou prisões de parlamentares. Para que a autorização seja concedida, será necessária a maioria simples: 257 dos 513 deputados na Câmara e 41 dos 81 senadores no Senado. A única exceção ocorre em casos de crimes inafiançáveis ou cometidos em flagrante, onde a investigação pode ser iniciada imediatamente.
A votação do voto secreto
Durante a sessão, a Câmara dos Deputados também rejeitou o destaque que mantinha o voto secreto para autorizar processos criminais contra senadores e deputados. Com 296 votos favoráveis ao voto secreto, a proposta não atingiu o quórum necessário de 308 votos.
Próximos passos da PEC
Agora, a PEC da Blindagem será enviada ao Senado, onde deve enfrentar uma resistência maior. As mudanças propostas têm gerado debates acalorados entre os parlamentares, refletindo a polarização política atual.
Notícia feita com informações do portal: www.metropoles.com










