A Colômbia está de luto com a notícia da morte do senador Miguel Uribe, pré-candidato à presidência, ocorrida nesta segunda-feira, aos 39 anos. Uribe faleceu após mais de dois meses de internação, em decorrência de ferimentos sofridos em um atentado durante um comício em Bogotá, em junho. A informação foi confirmada por sua esposa, Maria Claudia Tarazona, marcando um dia sombrio para a política colombiana.
O atentado, ocorrido em 7 de junho, chocou a nação. Uribe, figura proeminente da oposição e neto de um ex-presidente, foi atingido por tiros na cabeça e na perna enquanto discursava. O ataque reacendeu memórias dolorosas da violência política que assolou a Colômbia nos anos 1990, quando candidatos presidenciais foram assassinados em plena campanha eleitoral.
Desde o atentado, Uribe lutava pela vida na Fundação Santa Fé de Bogotá. Submetido a diversas cirurgias, chegou a apresentar sinais de melhora, mas uma hemorragia no sistema nervoso central o levou a um quadro crítico. O hospital confirmou o falecimento, destacando os “esforços incansáveis” da equipe médica.
A morte de Uribe gerou forte comoção nacional e internacional. O ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, líder do partido Centro Democrático, expressou sua dor: “O mal destrói tudo, mataram a esperança. Que a luta de Miguel seja uma luz que ilumine o caminho correto da Colômbia”. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também manifestou solidariedade e cobrou justiça, unindo-se ao luto do povo colombiano.
O cenário político colombiano se transforma com a perda de um dos favoritos para as eleições de 2026. A investigação sobre o atentado ganha ainda mais urgência, com a sociedade exigindo respostas e justiça para a família de Miguel Uribe. A Colômbia enfrenta um momento delicado, buscando evitar o retorno à violência política do passado.
Fonte: http://agorarn.com.br





