Ministra Irene Vélez-Torres defende necessidade de eliminar combustíveis fósseis na conferência

Irene Vélez-Torres critica a presidência da COP30 por silenciar países que pedem transição de combustíveis fósseis.
Críticas da Colômbia à presidência da COP30
Na manhã desta sexta-feira (21), a ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez-Torres, fez declarações contundentes sobre a presidência da COP30, afirmando que os países que pedem uma transição de combustíveis fósseis não irão se calar. “Não vamos aceitar um texto que não atenda ao objetivo de [limitar o aquecimento global a] 1,5°C. A eliminação gradual dos combustíveis fósseis é absolutamente necessária para atingir esse objetivo”, afirmou durante uma coletiva de imprensa na zona azul da conferência.
Modelo de consenso sob críticas
Vélez-Torres acusou a presidência brasileira de usar o modelo de consenso da diplomacia climática como uma forma de veto, afirmando que os países mais ambiciosos estão sendo silenciados. Segundo a ministra, “estamos sendo forçados a abordar apenas o que já estava no primeiro rascunho. Isso não é aceitável, pois estão impondo consenso através de veto”. Ela ressaltou que a presidência não está aberta a discutir as questões que esses países desejam colocar na mesa.
A luta pela justiça climática
A ministra colombiana destacou que o grupo de nações que pede um plano para a transição energética não deve ser visto como bloqueadores das negociações. “Nós somos os países mais ambiciosos, que nos comprometemos a eliminar gradualmente os combustíveis fósseis, mesmo com orçamentos limitados”, enfatizou. “Precisamos agora ser apoiados pela presidência desta COP”.
Coletiva de imprensa e a ausência com Lula
As declarações de Irene Vélez-Torres ocorreram após uma coletiva convocada para divulgar a criação da Conferência Internacional para a Eliminação Progressiva dos Combustíveis Fósseis. A ministra também mencionou que o grupo defensor do tema não teve a oportunidade de se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua última visita a Belém, na quarta-feira (19). “Não tivemos a oportunidade de nos encontrar com o presidente Lula. Gostaríamos de expressar a importância do mapa do caminho”, disse ela, referindo-se a uma proposta mencionada por Lula em discursos anteriores.
O papel da COP30 no multilateralismo climático
Vélez-Torres expressou a esperança de que a COP30 possa ser um marco na história do multilateralismo climático. “Estamos aqui insistindo porque ainda acreditamos que uma mudança no texto é possível. Esta COP não terminou”, afirmou, ressaltando o comprometimento dos países que defendem a transição energética. Em um cenário onde a pressão por soluções climáticas é crescente, as vozes que clamam por uma mudança significativa na abordagem das políticas energéticas se tornam cada vez mais relevantes.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Governo Federal










