Senador do Republicanos defende redução da jornada de trabalho e critica oposição empresarial e parlamentar

Cleitinho mantém firme apoio ao fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho, enfrentando resistência do centrão e setores empresariais.
O senador Cleitinho, representante do Republicanos em Minas Gerais, mantém seu posicionamento firme a favor do fim da escala 6×1, mesmo diante da ofensiva do centrão e de setores empresariais contrários à medida. A discussão sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas é uma prioridade do governo Lula para o ano eleitoral de 2026.
Contexto político e resistência do centrão à proposta do fim da escala 6×1
A pauta do fim da escala 6×1, que busca melhorar as condições de trabalho dos profissionais que atuam em jornadas alternadas, enfrenta forte resistência no Congresso. O centrão tem se posicionado contra essa alteração, alinhado a interesses empresariais que temem impactos nos custos trabalhistas. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), iniciou a tramitação do tema, mas indicou para relatoria um deputado de partido contrário à proposta, o que pode dificultar a aprovação.
Proposta legislativa e estratégia para tramitação rápida da redução da jornada
O governo federal planejava encaminhar um projeto de lei com regime de urgência para agilizar a análise da redução da jornada para 40 horas semanais. A PEC que trata do fim da escala 6×1 é de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), e há também um projeto no mesmo sentido do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A proposta precisa passar por várias etapas: Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), comissão especial e plenário, demandando três quintos dos votos para aprovação.
Papel do senador Cleitinho na defesa das mudanças trabalhistas
Cleitinho tem sido uma voz ativa na oposição, defendendo publicamente o fim da escala 6×1 e a redução da jornada. Ele declarou que não tem preço político e que continuará lutando por essas mudanças, mesmo diante da pressão contrária. Seu posicionamento reforça a mobilização de setores progressistas para garantir avanços nas condições trabalhistas.
Impactos esperados da mudança para trabalhadores e mercado de trabalho
A aprovação do fim da escala 6×1 poderá alterar significativamente a rotina dos trabalhadores que exercem atividades em escalas diferenciadas, promovendo melhor qualidade de vida e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. A redução da jornada para 40 horas também visa modernizar a legislação trabalhista, alinhando-se a práticas internacionais e demandas atuais do mercado de trabalho.
Desafios para a aprovação definitiva e próximos passos no Congresso
O caminho para que a proposta se torne lei ainda é complexo. Após aprovação na Câmara, o texto precisa passar pelo Senado. A indicação de relatoria contrária e a necessidade de três quintos dos votos dificultam a tramitação. O presidente da Câmara prometeu aprovar até maio um projeto que reúna consensos, mas a pressão do centrão e dos setores empresariais permanece forte. A mobilização política e a atuação de parlamentares como Cleitinho serão decisivas para o avanço dessa pauta em 2026.
Fonte: noticias.uol.com.br





