A passagem de Eric Ten Hag pelo Bayer Leverkusen foi meteórica e controversa. Após apenas três jogos no comando da equipe alemã, o treinador foi demitido, pondo fim a uma curta trajetória marcada por resultados ruins e declarações inusitadas. O ponto crucial, aparentemente, foi a frequente comparação com o universo de Harry Potter para justificar as dificuldades na montagem do time.
Ten Hag recorreu ao famoso bruxo em diversas ocasiões para minimizar a pressão e pedir paciência. Após a derrota para o Hoffenheim na primeira rodada, ele afirmou: “Pressão sempre existe e precisamos vencer, isso é claro. Não sou o Harry Potter, mas trabalhamos para dar um passo adiante”. A comparação, no entanto, parece ter irritado a diretoria.
Mesmo durante a pré-temporada, o técnico holandês já havia evocado o personagem de J.K. Rowling para atenuar as expectativas. “Ninguém é Harry Potter. Ele pode construir rapidamente uma equipe, e ao mesmo tempo ela é bem-sucedida, mas não é assim que o futebol de alto nível funciona”, declarou em agosto. A estratégia, porém, não surtiu o efeito desejado.
A diretoria do Bayer Leverkusen não compartilhou da visão de Ten Hag. Segundo a imprensa alemã, a avaliação interna do trabalho do treinador era negativa. Ele havia sido contratado para substituir Xabi Alonso, que rumou ao Real Madrid, mas não conseguiu apresentar um desempenho convincente.
“Essa decisão não foi fácil para nós”, admitiu o diretor executivo do Bayer Leverkusen, Simon Rolfes. “As últimas semanas mostraram que a construção de um time novo e bem-sucedido com a atual composição não seria eficaz”. Assim, a mágica de Harry Potter não foi suficiente para salvar Ten Hag do seu feitiço final: a demissão.
Fonte: http://odia.ig.com.br










