Cineastas criticam MinC por falta de regulação do streaming

Entidades do setor audiovisual apontam retrocesso nas políticas de regulamentação

Cineastas criticam MinC por falta de regulação do streaming
Cineastas criticam MinC por falta de regulação do streaming. Foto: Mônica Bergamo

Cineastas e roteiristas denunciam negligência do MinC na regulação do streaming em carta aberta.

Cineastas e produtores se manifestam contra o MinC

Cineastas, roteiristas e produtores brasileiros estão expressando suas preocupações quanto à regulação do streaming. Em uma carta aberta, as entidades do setor apontam que a atuação do Ministério da Cultura (MinC) é insuficiente e que o estado atual das políticas públicas representa um “franco retrocesso”. A situação é considerada crítica, pois as propostas em discussão no Congresso podem impactar diretamente o futuro do audiovisual no Brasil.

Projetos de lei em tramitação no Congresso

A Câmara dos Deputados aprovou o PL 8889/17, que agora segue para avaliação no Senado. Este projeto, no entanto, não é visto como favorável pelos cineastas, que temem que o mesmo não traga as mudanças necessárias para o setor. Além disso, a possibilidade de uma manobra regimental para votar outro projeto, o 2.331/2022, gera ainda mais incertezas. As entidades afirmam que ambas as propostas não atendem às demandas do segmento e que as contribuições ao debate foram limitadas a questões meramente formais.

Críticas ao silêncio do MinC

Os cineastas expressam perplexidade com a ausência de uma posição clara do governo Lula e do MinC em relação a um projeto que é crucial para a indústria audiovisual. A ministra da Cultura é criticada pela falta de articulação no Congresso e, segundo a carta, há um descaso evidente com as necessidades do setor. Os cineastas argumentam que o governo deveria lutar por um projeto que realmente beneficie a indústria nacional.

A importância da Condecine

Um dos principais pontos de discórdia é a Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional). As entidades defendem que a alíquota mínima deve ser de 6% sobre o faturamento bruto das plataformas, enquanto o projeto de lei atual estabelece taxas inferiores, que variam de 2% a 4% dependendo do serviço. A carta crítica a ideia de aceitar qualquer regulação que não favoreça o Brasil, destacando a necessidade de uma regulação justa e eficaz.

O futuro do audiovisual brasileiro

Com as discussões em andamento, a carta aberta assinada por cinco entidades do setor, incluindo a Apaci e a Abraci, reafirma a urgência de uma regulação que atenda às necessidades do audiovisual. O MinC, por sua vez, afirma estar aberto ao diálogo, mas cineastas permanecem céticos e exigem ações concretas que demonstrem compromisso com o fortalecimento da indústria. A situação permanece tensa, enquanto o futuro das políticas de regulação do streaming no Brasil está em jogo.

Fonte: redir.folha.com.br

Fonte: Mônica Bergamo