Cidade enfrenta estado de calamidade pública após fortes chuvas que deixaram pelo menos 20 mortos e centenas de desabrigados

Chuvas em Juiz de Fora causam destruição, deixam 20 mortos, centenas de desabrigados e escolas viram abrigos emergenciais.
Confira a programação dos abrigos em escolas municipais
A Prefeitura de Juiz de Fora organizou abrigos emergenciais em três escolas municipais para receber as vítimas das chuvas em Juiz de Fora. Os locais escolhidos foram:
Monte Castelo: Escola municipal no bairro Monte Castelo
Alto Grajaú: Escola municipal no bairro Alto Grajaú
- Paineiras: Escola municipal no bairro Paineiras
Essas instituições têm servido como pontos centrais para acolhimento dos desabrigados, proporcionando abrigo e suporte básico.
Impacto imediato das chuvas em Juiz de Fora e resposta das autoridades
As chuvas em Juiz de Fora foram as mais intensas registradas no mês de fevereiro, com um acumulado de 584 mm, o dobro do esperado. A precipitação causou deslizamentos nos morros do Cristo, da Esplanada e do Grajaú, resultando em pelo menos 20 mortes confirmadas e 440 pessoas desabrigadas. A prefeita Margarida Salomão decretou estado de calamidade pública para agilizar a liberação de recursos estaduais e federais, além de facilitar a mobilização de equipes de resgate e voluntários.
O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil intensificaram as buscas por desaparecidos e atuam em áreas críticas. Equipes de trânsito orientam motoristas devido a interdições em vias importantes, como a ponte Vermelha e o túnel do Mergulhão.
Estragos nas infraestruturas e áreas afetadas pelo temporal
O amanhecer em Juiz de Fora revelou uma cidade marcada por destruição. Moradores relataram casas desmoronando, ruas alagadas e bairros completamente isolados pelas águas. Os deslizamentos provocados pela chuva afetaram pontos urbanos sensíveis, prejudicando a mobilidade e comprometendo a segurança das residências nas regiões mais vulneráveis.
As ruas Doutor José Eutrópio e Bernardo Mascarenhas permanecem interditadas, o que dificulta o acesso a algumas áreas. A interdição da ponte Vermelha, um dos principais acessos da cidade, também representa um desafio para a logística e o transporte público.
Medidas emergenciais adotadas pela prefeitura e mobilização social
Além da decretação do estado de calamidade pública, as aulas foram suspensas e o trabalho remoto foi instituído para servidores da prefeitura, minimizando a circulação nas áreas afetadas. A administração municipal tem buscado articular o envio rápido de recursos e a cooperação entre órgãos públicos, empresas privadas e a sociedade civil para enfrentar a crise.
A mobilização de voluntários para ajudar as famílias impactadas é considerada essencial para complementar as ações oficiais. A prefeita Margarida Salomão destacou que a situação extrema exige medidas igualmente extremas para proteger a população e reconstruir a cidade.
Cenário climático e desafios futuros para Juiz de Fora
O evento atípico das chuvas em Juiz de Fora evidencia os desafios climáticos que a região enfrenta. Com o registro do fevereiro mais chuvoso da história local, a cidade precisa planejar estratégias de prevenção para mitigar impactos de eventos similares.
Os danos materiais e humanos reforçam a importância de investimentos em infraestrutura resiliente e sistemas de alerta eficientes. A resposta rápida das autoridades e o engajamento comunitário serão fundamentais para a recuperação e a prevenção de futuras tragédias.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Reprodução/TV Globo










