A chacina como solução para a segurança pública?


Reflexões sobre as abordagens de combate ao crime no Brasil

A chacina como solução para a segurança pública?
Foto: Maria Hermínia Tavares

Análise crítica sobre as abordagens de segurança pública no Brasil, a contraposição entre a força bruta e soluções mais civilizadas.

No dia 2 de outubro de 2023, o estado do Rio de Janeiro foi palco de mais uma operação policial sangrenta, liderada pelo governador Cláudio Castro. Esta ação, que resultou na morte de mais de uma centena de pessoas no Complexo do Alemão, levanta questionamentos sobre a eficácia das estratégias de combate ao crime. Ao mesmo tempo, outra abordagem foi realizada em Natal, no Rio Grande do Norte, onde a Operação Território Seguro, com apoio da Senasp e do Ministério da Justiça, promoveu apreensões sem disparos.

A abordagem da força bruta

As operações anteriores de Cláudio Castro, como a do Jacarezinho e a de Vila Cruzeiro, resultaram em muitos mortos, mas sem evidências de que tais ações reduziram o controle do crime organizado. Essa prática se repete, e a cada nova operação, o número de cadáveres aumenta, sem que a segurança da população seja efetivamente garantida. A estratégia de utilizar força bruta visa muitas vezes obter votos e normalizar a violência, em vez de promover uma real mudança na segurança pública.

Alternativas efetivas

Em contraste, a Operação Território Seguro busca implementar uma série de serviços para garantir direitos civis básicos, como mediação de conflitos e regularização fundiária. Essa abordagem multidimensional se mostra mais eficaz para lidar com os problemas sociais que alimentam o crime organizado. Além disso, a Operação Carbono Oculto também representa uma nova estratégia que se distancia da violência e tenta uma coordenação intergovernamental, utilizando dados confiáveis e conhecimento especializado.

Um futuro incerto

Embora a violência seja um problema que não pode ser ignorado, a autora defende que o uso constante da força não deve ser a única resposta do Estado democrático. O caminho para uma política de segurança civilizada requer mudanças profundas nas leis e no comportamento das lideranças políticas, além de uma clara separação entre segurança pública e disputas eleitorais.

Assim, o verdadeiro desafio é encontrar um equilíbrio entre a defesa da ordem pública e o respeito aos direitos humanos, construindo um sistema que não se baseie no medo, mas na justiça e no suporte à população.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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