A frágil trégua entre Israel e Hamas enfrenta um novo e preocupante teste. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu uma resposta “forte” a supostos ataques do Hamas contra suas forças, lançando dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. A escalada ocorre em meio a acusações mútuas de violações do acordo nos últimos dias.
O Exército de Israel informou que caças realizaram ataques aéreos na área de Rafah, em Gaza, com o objetivo de “remover uma ameaça” após o que descreveu como disparos contra suas tropas por “terroristas”. Segundo autoridades israelenses, o Hamas teria atacado com granadas propelidas por foguetes e franco-atiradores, marcando o primeiro grande incidente desde o início da trégua há pouco mais de uma semana.
Em resposta, o braço armado do Hamas negou qualquer envolvimento em confrontos na região de Rafah. O grupo declarou manter o compromisso com o cessar-fogo em todas as áreas de Gaza, contradizendo as alegações israelenses e adicionando uma camada de incerteza à situação. A disputa sobre a autoria dos ataques agrava ainda mais as tensões.
Ainda segundo informações de autoridades israelenses, as forças de Israel teriam sofrido baixas nos confrontos, que teriam ocorrido além da “Linha Amarela”, a fronteira inicial de retirada israelense definida no acordo de cessar-fogo. Israel também anunciou o fechamento da passagem de fronteira de Rafah até novo aviso, intensificando as restrições na região.
O governo israelense e o Hamas trocam acusações de violações do cessar-fogo há dias. Enquanto Israel alega que o Hamas descumpriu o acordo, o grupo palestino afirma que a área de Rafah está sob controle israelense e que a comunicação com outros grupos na região está interrompida desde março. A escalada de tensões coloca em risco a estabilidade da região e a esperança de uma paz duradoura.
Fonte: http://agorarn.com.br










